Dr. Romualdo vota favorável a empréstimo para obras hídricas, mas cobra nova tarifa social do governador

A Assembleia Legislativa da Paraíba aprovou, nesta terça-feira (17), o Projeto de Lei nº 4.608/2025, que autoriza o governo estadual a contratar empréstimo externo de até 50 milhões de dólares junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD).Os recursos serão destinados à execução do Projeto de Segurança Hídrica da Paraíba 2 (PSHPB 2), voltado à ampliação da infraestrutura hídrica no estado.

Mesmo integrando a bancada de oposição, o deputado Dr. Romualdo (MDB) votou favoravelmente à proposta, destacando que o acesso à água é um direito fundamental e uma das prioridades de seu mandato. “Não sou oposição ao povo. Se o projeto representa investimentos para garantir água a quem precisa, tem o meu apoio. Seria incoerente rejeitar uma iniciativa que dialoga com as necessidades mais básicas da população”, afirmou.

Apesar do voto favorável, Dr. Romualdo foi categórico ao denunciar a incoerência do governo estadual. “O povo tem sede agora. Enquanto pede milhões para obras futuras, o governo ignora a nova tarifa social sancionada pelo presidente Lula, que visa aliviar o custo da conta d’água para as famílias de baixa renda. Aqui na Paraíba, essa tarifa simplesmente não existe. O governador age como se a lei não tivesse sido aprovada”, criticou.

O parlamentar também lembrou o longo histórico de promessas não cumpridas na área. “João Azevêdo foi secretário de Recursos Hídricos por oito anos e está há quase outros oito como governador. Ou seja, são mais de quinze anos no comando da política hídrica da Paraíba. Quantos empréstimos mais serão necessários para que a água finalmente chegue às casas do povo? Não adianta buscar crédito lá fora e continuar negando dignidade aqui dentro”, disparou.

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri