Juizado da Infância e Juventude proíbe menores de 16 anos desacompanhados de participar de eventos juninos em cidade do Cariri

O Juiz da Infância e Juventude de Monteiro, Dr. Rodrigo Augusto Gomes Brito Vital da Costa, emitiu portaria no Diário Oficial Eletrônico da Justiça da Paraíba, proibindo a entrada e permanência de crianças e adolescentes menores de 16 anos de idade desacompanhados(as) de ao menos um dos pais ou de responsável legal em bares, casas de espetáculos, bailes, eventos juninos, shows, boates, danceterias e congêneres, de natureza pública ou privada aberta ao público, com ou sem cobrança de ingresso, em ambiente aberto ou fechado.

Entende-se como responsável legal, para os fins do caput deste artigo, o tutor e o guardião, que comprove sua condição mediante termo de nomeação judicial para o encargo, provisório ou definitivo; parentes da família extensa que não tenham sido nomeados guardiães por decisão judicial, a exemplo de avós, tios, primos e irmãos, não são considerados responsáveis para os fins desta portaria.

A qualidade de pai ou mãe e a qualidade de responsável deverá ser demonstrada através da apresentação, no ato de entrada no evento, de documento de identificação civil oficial da criança/adolescente conjuntamente com a apresentação do documento de identificação civil oficial do(a) pai/mãe/responsável, como RG, certidão de nascimento, passaporte e outros que, necessariamente, indiquem a informação da filiação.

Em caso de responsável (tutor ou guardião), além dos documentos mencionados, deverá ser apresentado, cumulativamente, o termo de nomeação judicial para o encargo, provisório ou definitivo.

É facultado aos pais ou ao responsável legal delegar a terceira pessoa civilmente maior e capaz, parente ou não, mediante autorização expressa, que acompanhe em seu lugar as crianças e adolescentes menores de 16 anos de idade, desde que estejam devidamente identificados(as).

Os pais ou responsáveis devem imprimir o documento abaixo e preencher a declaração para que seus filhos possam frequentar as festas.

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri