De volta a João Pessoa, Cícero explica quem ajudou no retorno de Israel e critica Itamaraty

O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), relatou nesta quarta-feira (18) os dias de tensão que viveu durante o conflito entre Israel e Irã. Em entrevista coletiva, concedida assim que chegou à capital, o gestor explicou o motivo da viagem ao Oriente Médio, como foi viabilizado o retorno ao Brasil e fez críticas ao Itamaraty.

Cícero Lucena afirmou que viajou a convite do governo de Israel para conhecer a experiência do país em segurança pública nos municípios. Segundo ele, tudo foi custeado por Israel. A viagem, no entanto, foi interrompida devido ao reinício do conflito entre o país e o Irã.

“Na ida, tudo foi bancado pelo governo de Israel. Na volta, cada um pagou o que pôde e, graças a Deus, conseguimos retornar em segurança”, completou o prefeito.

O prefeito revelou que o retorno para casa teve apoio decisivo de um empresário paraibano, que disponibilizou ao deputado federal Mersinho Lucena (PP) uma aeronave particular para transportá-lo de volta a João Pessoa. O empresário foi Roberto Santiago.

“Foi um gesto de solidariedade e humanitário. Quero deixar claro que esse empresário não tem vínculo com a Prefeitura de João Pessoa. Ele nos ajudou como ser humano, sem interesse político ou institucional”, afirmou Cícero.

Na coletiva, Cícero voltou a se posicionar publicamente contra a nota do Ministério das Relações Exteriores, que afirmou desencorajar, desde 2023, brasileiros a viajarem para Israel, devido ao conflito no local.

“O que me estranha é como a autoridade internacional não tem conhecimento das autoridades brasileiras, onde elas estão se deslocando e o que estão fazendo. Qualquer país tem essa informação. Antes de arrumar desculpas para sua prática, deveria ter tido gesto de solidariedade”, criticou o prefeito.

Segundo ele, os governos de Israel e da Jordânia deram apoio logístico para o retorno.

Ao relatar as articulações para o retorno do pai, o deputado federal Mersinho Lucena (PP-PB) afirmou que o ministro Relações Exteriores, Mauro Vieira, desencorajou o retorno da comitiva de autoridades para o Brasil. Porém, mesmo assim, decidiram fazer a viagem de volta.

“A gente ligou para o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e ele, muito prudente, desencorajou essa missão. E eu disse: ‘Eles estão decididos, mesmo que seja para eles assinarem algum termo de responsabilidade e para eles assumirem a responsabilidade. Eles estão prontos para assumir essa responsabilidade’”, afirmou.

Segundo o prefeito Cícero Lucena, a comitiva recebeu suporte do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), da Comissão de Relações Exteriores, e foi criado um grupo de apoio. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também participou das articulações e disponibilizou um conselheiro para auxiliar nas tratativas.

O prefeito afirmou que o governo de Israel deu todo o apoio, mas, inicialmente, também queria que a comitiva aguardasse no país por mais alguns dias, por considerar que as autoridades estavam em local seguro.

“O nosso acesso era direto com a embaixada e com o governo de Israel, que, como eu disse, deu todo o apoio, embora inicialmente quisesse que a gente aguardasse mais uns dias, porque nós estávamos em lugar seguro, na visão deles. Mas nós tínhamos outros fatores, como a tranquilidade dos amigos, principalmente da família”, afirmou.

De Olho no Cariri

Com Jornal da Paraíba

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri