Número de estupros cresce 100% em um ano na Paraíba, aponta Mapa da Segurança Pública

A Paraíba registrou, em 2024, um aumento alarmante de 100% no número de vítimas de estupro em relação ao ano anterior. Foram 1.150 casos notificados, contra 575 em 2023. Os dados constam no Mapa da Segurança Pública 2025, com ano-base 2024, divulgado nesta semana. Segundo o levantamento, o estado apresentou o maior crescimento percentual do país nesse tipo de crime. (Confira o balanço total de ocorrências ao fim desta matéria)

As análises foram realizadas com base na extração dos dados feita em 13 de fevereiro de 2025, considerando os dados populacionais do Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A maioria das vítimas de estupro no Brasil continua sendo do sexo feminino, representando 86,4% dos casos. Em números absolutos, foram 71.834 vítimas do gênero feminino em todo o país, o que corresponde a uma taxa de 65,95 vítimas por 100 mil mulheres. Isso equivale a uma média nacional de 196 estupros por dia.

Outro dado que chama atenção é o aumento no número de pessoas desaparecidas na Paraíba. Em 2024, foram 886 registros, contra 783 no ano anterior (uma alta de 13%). O estado ocupa a quarta posição no ranking nacional de maior índice percentual de desaparecimentos, sendo o segundo do Nordeste.

A Paraíba também se destacou no número de prisões por cumprimento de mandado judicial. O estado apresentou o maior crescimento proporcional do país, com aumento de 126,03% em relação a 2023. Foram 3.829 pessoas presas em 2024, contra 1.694 no ano anterior. No cenário nacional, o Brasil registrou 275.165 mandados de prisão cumpridos, o maior volume dos últimos cinco anos, com uma média de 752 prisões por dia.

Em relação ao trabalho do Corpo de Bombeiros, a Paraíba teve o quarto maior crescimento percentual do Brasil no número de atendimentos por busca e salvamento. Foram 8.575 ações desse tipo no estado em 2024, contra 6.745 em 2023 (um aumento de 27%).

A seguir, o balanço de ocorrências registradas na Paraíba, com dados comparativos entre 2023 e 2024:

  • Homicídios dolosos
    2024: 953
    2023: 933
    Aumento de 2,14%
  • Tentativas de homicídio
    2024: 800
    2023: 703
    Aumento de 13,80%
  • Feminicídios
    2024: 25
    2023: 34
    Redução de 26,47%
  • Lesão corporal seguida de morte
    2024: 7
    2023: 3
    Aumento de 133,33%
  • Latrocínios
    2024: 16
    2023: 25
    Redução de 36%
  • Mortes por intervenção de agente do Estado
    2024: 55
    2023: 74
    Redução de 25%
  • Mortes de agentes do Estado
    2024: 1
    2023: 2
    Redução de 50%
  • Mortes no trânsito ou em decorrência dele
    2024: 859
    2023: 788
    Aumento de 9%
  • Furtos de veículos
    2024: 1766
    2023: 1793
    Redução de 1,51%
  • Roubos de veículos
    2024: 3317
    2023: 3647
    Redução de 9%
  • Roubos de carga
    2024: 13
    2023: 29
    Redução de 55%
  • Roubos a instituição financeira
    2024: 0
    2023: 3
    Redução total
  • Vítimas de estupro
    2024: 1150
    2023: 575
    Aumento de 100%
  • Ocorrências de tráfico de drogas
    2024: 2360
    2023: 1551
    Aumento de 52%
  • Apreensões de maconha (em quilos)
    2024: 1779
    2023: 3321
    Redução de 46%
  • Apreensões de cocaína
    2024: 331
    2023: 279
    Aumento de 18%
  • Armas de fogo apreendidas
    2024: 3116
    2023: 3197
    Redução de 2%
  • Pessoas desaparecidas
    2024: 886
    2023: 783
    Aumento de 13%
  • Pessoas presas por cumprimento de mandado
    2024: 3829
    2023: 1694
    Aumento significativo (125,98%)
  • Buscas e salvamentos realizados pelo Corpo de Bombeiros
    2024: 8575
    2023: 6745
    Aumento de 27,15%

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri