CPI das Bets decide nesta quinta se pede indiciamento de Virginia, Deolane e empresários

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Bets vota o relatório final da investigação nesta quinta-feira (12) e vai decidir se pede o indiciamento de 16 pessoas, entre elas as influenciadoras digitais Virginia Fonseca e Deolane Bezerra.

O documento também propõe banir jogos como o Tigrinho e proibir que pessoas inscritas no CadÚnico (Cadastro Único) possam participar de apostas, além de mudanças de regras no uso e publicidade de aplicativos.

Um dos desafios para a aprovação dos pedidos do relatório será a presença mínima de senadores na sessão da comissão. A falta de apoio de congressistas pode impedir a votação do documento.

Apesar disso, a relatora, Soraya Thronicke (Podemos-MS), promete que levará as considerações a autoridades policiais, do Judiciário e do Ministério Público Federal mesmo se o relatório não for aprovado.

“Nós entregaremos o relatório para o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, e também para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.”

Influenciadoras na mira

Thronicke pede o indiciamento de Virginia pelos crimes de publicidade enganosa e estelionato.

Além disso, a senadora propõe indiciar Deolane pelos delitos de estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, bem como pelas contravenções penais de loteria não autorizada e jogo de azar.

Restrições ao CadÚnico

No relatório final, Thronicke sugere um projeto de lei para proibir que pessoas inscritas no CadÚnico façam apostas em jogos. A ideia é impedir que recursos de programas sociais banquem as bets.

Dados do Banco Central mostram que beneficiários do Bolsa Família chegaram a gastar R$ 3 bilhões em apostas em agosto de 2024, com um gasto médio de R$ 100 por aposta.

“Freio de arrumação”

O relatório propõe 20 medidas para implementar um chamado “freio de arrumação” ligado às bets. O documento considera que a autorização para apostas não detalha outras práticas que devem ser aliadas para tratar o vício em jogos, como atendimento em saúde e direitos de consumidores.

“Quase 40% dos apostadores exibem sinais de transtorno do jogo, o endividamento familiar bate recordes, conflitos domésticos se multiplicam e o Sistema Único de Saúde absorve, sem financiamento adequado, a crescente demanda por atendimento especializado”, diz trecho do relatório.

Como resposta, o relatório propõe ao Poder Executivo a criação de um portal oficial com informações acessíveis e organizadas sobre o transtorno do jogo e estratégias de prevenção.

Veja a lista com todos os pedidos de indiciamento sugeridos no relatório

  • Adélia de Jesus Soares – ex-BBB, advogada e influenciadora;
  • Ana Beatriz Scipiao Barros – influenciadora;
  • Bruno Viana Rodrigues – empresário do setor de bets;
  • Daniel Pardim Tavares Gonçalves – dono de empresa suspeita de operar jogos ilegais;
  • Deolane Bezerra dos Santos – advogada e influenciadora;
  • Erlan Ribeiro Lima Oliveira;
  • Fernando Oliveira Lima – empresário de bets, conhecido como Fernandim OIG;
  • Jair Machado Junior;
  • Jorge Barbosa Dias – empresário do setor de bets;
  • José Daniel Carvalho Saturnino – empresário apontado como dono de bet;
  • Leila Pardim Tavares Lima -contadora, mulher de Daniel Pardim;
  • Marcella Ferraz de Oliveira;
  • Marcus Vinicius Freire de Lima e Silva;
  • Pâmela de Souza Drudi – mulher de Fernando Oliveira Lima;
  • Toni Macedo da Silveira Rodrigues;
  • Virginia Pimenta da Fonseca Serrão Costa – influenciadora.

R7.com

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri