Município de Boa Vista é reconhecido como “Amigo da Natureza” pelo Ministério Público

O município de Boa Vista, localizado no Cariri paraibano, recebeu nesta segunda-feira (9) o selo de “Amigo da Natureza”, concedido pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). A certificação destaca ações sustentáveis e o compromisso com o meio ambiente, e foi entregue em solenidade no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, em João Pessoa.

A honraria foi concedida pela execução de iniciativas alinhadas ao Projeto Amigo da Natureza, promovido pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias do Meio Ambiente (CAO – Meio Ambiente), do MPPB. Entre as ações que contribuem para a conquista do selo, destacam-se a plantação de mudas nativas, o incentivo à educação ambiental, e o fortalecimento de políticas públicas voltadas à conservação dos recursos naturais.

O prefeito Fernando Aires destacou que o reconhecimento é motivo de orgulho, mas também aumenta a responsabilidade da administração com as futuras gerações. “A sensação é de muito orgulho, mas também de muito compromisso, pois nossa missão é continuar honrando esse reconhecimento, com a plantação de cada vez mais mudas de árvores. Nosso objetivo é fazer o futuro de Boa Vista ser mais verde”, afirmou.

A certificação reforça o papel do município como referência positiva na promoção de práticas sustentáveis no semiárido paraibano, estimulando outras cidades a também adotarem medidas de proteção ambiental.

O projeto “Amigo da Natureza” tem como objetivo fomentar a aprovação de leis municipais que contemplem medidas de preservação do meio ambiente e de educação, por meio do plantio coletivo de árvores, de ações educativas e culturais.

Um dos resultados da articulação foi a aprovação da Lei Estadual nº 13.428/2024, que instituiu a Campanha Amigo da Natureza no calendário estadual, de 20 a 22 de abril e prevê o plantio de árvores nativas de modo planejado e monitorado, educação, preservação e equilíbrio ambientais.

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri