Justiça mantém prisão de Lenno Ferreira, cantor da banda Desejo de Menina preso em João Pessoa

A Justiça da Paraíba manteve a prisão preventiva de Lenno Ferreira, cantor da banda Desejo de Menina que foi preso neste domingo (1º), em João Pessoa, suspeito de homicídio culposo após um acidente que deixou uma mulher morta, em Pernambuco, no dia 5 de maio.

Lenno passou por audiência de custódia ainda neste domingo e, após ser ouvido, teve a prisão mantida por decisão da juíza plantonista Lessandra Nara Torres Silva. Conforme o termo de audiência de custódia, o cantor vai ser levado para a Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, o presídio do Róger, em João Pessoa, até que a Vara Única da Comarca de Santa Maria da Boa Vista realize a transferência dele para Pernambuco.

A defesa do cantor informou que “recebeu com surpresa o cumprimento do decreto de prisão preventiva”, e que vai buscar o acesso integral aos autos do processo para pedir a revogação da prisão. No texto, os advogados dizem que “o cantor jamais se furtou de prestar os esclarecimentos devidos perante as autoridades, não atentou contra as investigações e não praticou qualquer ato capaz de ensejar a sua prisão cautelar”.

Lenno Ferreira foi preso após um show que o cantor realizou com a banda Desejo de Menina no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa. Segundo a Polícia Militar, Lenno tinha um mandado de prisão em aberto, expedido pela Justiça de Pernambuco, pelos crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor e de condução de veículo sob efeito de álcool ou substância psicoativa.

“Nós tomamos conhecimentos de que havia um mandado de prisão em aberto no nome dele, e esperamos terminar o show, para não prejudicar o público, e assim que terminou, demos cumprimento. Ele foi encaminhado para a Central de Flagrantes da Polícia Civil, de onde deve ser transferido para Pernambuco”, disse o tenente coronel Flávio Santos, da PM.

A polícia não informou desde quando o mandado de prisão estava em aberto. O acidente que ocasionou a expedição do mandado de prisão aconteceu no dia 5 de maio, em Santa Maria da Boa Vista, no Sertão de Pernambuco, e deixou uma mulher morta e sete pessoas feridas. Lenno dirigia um carro de luxo que bateu na traseira de uma van.

Com G1 PB

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri