Renda renascença do Cariri paraibano ganha destaque no tapete vermelho no Festival de Cannes

A delicadeza artesanal da renda renascença do Cariri paraibano brilhou no tapete vermelho de um dos mais prestigiados festivais de cinema do mundo: o Festival de Cannes. A atriz paraibana Cely Farias marcou presença na estreia do filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, vestindo um look exclusivo assinado por Romero Sousa, referência internacional em design artesanal e moda sustentável.

O vestido foi concebido com renda renascença produzida por rendeiras do Cariri, sob a liderança da mestra Marlene Leopoldino. Mais do que uma escolha estética, a peça simboliza resistência cultural e sofisticação, colocando o fazer manual brasileiro em diálogo direto com a alta-costura internacional.

Sua atuação no Programa de Artesanato da Paraíba (PAP), por meio do ModaPaP, tem articulado pontes entre o saber tradicional e o mercado da moda, viabilizando a participação de artesãs paraibanas em feiras internacionais em Paris, no Dragão Fashion, e, mais recentemente, no festival Paroles et Merveilles em Marselha, dentro da programação France-Brésil 2025.

Durante o festival na França, Romero também esteve à frente de exposições no Hotel Ibis St. Charles, promovendo a renda renascença como arte de valor global. Quadros assinados pelas rendeiras paraibanas foram expostos, e o estilista ainda exibiu seu curta-metragem Rendeiros na Grande Biblioteca Internacional de Marselha, seguido de um debate. Seu nome também é citado entre os destaques da plataforma internacional Rêves Entrelacés, dedicada à valorização da renda renascença no mercado europeu.

Acompanhe a trajetória e os trabalhos de Romero Sousa através dos sites: romerosousa.com e  revesentrelaces.com.

Terra Cota Solo Criativo – Fotos: Divulgação

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri