São João de Campina Grande 2025 é aberto oficialmente com show embalado por forró e lua cenográfica do cantor Luan Santana

O São João 2025 de Campina Grande começou! E em noite de Parque do Povo cheio nesta sexta-feira (30), Luan Santana matou a saudade dos fãs após sete anos longe da festa, apostou em efeitos visuais com a projeção de uma lua cenográfica no palco e incluiu forró no repertório para embalar o público.

Depois de sete anos sem subir ao palco do São João de Campina Grande – a última vez foi em 2018 -, Luan Santana reencontrou o público que o consagrou com uma apresentação que foi muito além do esperado.

“Galera maravilhosa que eu tava morrendo de saudade. Campina, um beijo no coração de vocês. Até o ano que vem. Nunca se esqueça que eu amo vocês demais”, declarou Luan Santana em um dos momentos do show.

O reencontro, aguardado com ansiedade por fãs de várias partes do Nordeste, foi embalado por tecnologia, repertório recheado de sucessos e uma entrega digna do tamanho que o evento e o artista têm.

Logo de cara, Luan mostrou a que veio. O cantor iniciou o show ao som de “Meio Termo”, subindo ao palco na lateral da estrutura, rodeado por fogos e com projeções que colocaram a lua no centro do palco. A entrada, marcada por efeitos visuais, levou o público ao delírio e anunciou que o “Luan Ao Vivo na Lua” não era apenas um show, mas uma experiência completa.

O projeto, que já gerou um EP e um DVD com recursos de imersão espacial, continua sendo levado a grandes palcos, inclusive fora do Brasil. Em agosto, o espetáculo vai para Portugal.

Luan Santana figura entre os mais ouvidos no Spotify. A música “Dona”, parceria com Léo Foguete, está no top 50 das músicas mais tocadas no Brasil.

No Parque do Povo, as luzes dos telões e a cenografia espacial criaram uma noite singular. Quando Luan puxou “Morena” e pediu o tradicional grito das morenas, a arena de show do PP respondeu em coro e não parou mais. “Abalo Emocional” veio na sequência, mantendo o clima lá em cima.

Entre uma música e outra, Luan fez uma pausa para reviver o início da carreira. Lá se vão 17 anos desde que ele começou a desbravar o mercado da música sertaneja. Em tom de gratidão, ele fez uma troca de figurino e apareceu com a coroa símbolo do projeto “Luan City”, que marcou sua turnê anterior. A imagem tem força simbólica: confirma o lugar que ele ocupa na realeza do gênero musical.

Foi então que o bloco de hits antigos fez todo mundo voltar no tempo. “Chuva de Arroz”, “Te Vivo”, “Sinais”, “Meteoro” e “Te Esperando” embalaram os casais, os solteiros, os nostálgicos e os fãs de todas as gerações. O público cantou junto, do começo ao fim, como quem reconhece ali não só um ídolo, mas uma trilha sonora da própria vida.

Próximo ao fim do show, na terra do Maior São João do Mundo não poderia faltar forró no repertório. Luan Santana ainda interpretou, no ritmo do forró, canções como “Cometa Mambembe”, “Espumas ao Vento” e “Olha pro Céu”. E ainda saudou a cultura nordestina: “Viva o forró! Viva o Nordeste”, disparou o cantor sertanejo.

Antes de deixar o palco, emocionado, Luan agradeceu a Deus pela vida de cada pessoa presente, sentiu o carinho de volta e encerrou com uma mensagem de amor e fé.

Uma noite que marcou o retorno de um artista ao palco que sempre o recebeu de braços abertos, e que agora o consagra, mais uma vez, como parte essencial da história do Maior São João do Mundo.

De Olho no Cariri

G1 PB / Foto: Erickson Nogueira/g1

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri