Renda Renascença de São Sebastião do Umbuzeiro expõe peças no 19º Salão de Artesanato de São Paulo

A tradicional renda renascença de São Sebastião do Umbuzeiro, município localizado no Cariri paraibano, está ganhando destaque nacional ao marcar presença no 19º Salão de Artesanato de São Paulo, que está sendo realizado no Pavilhão da Bienal do Parque Ibirapuera nos dias  21 a 25 de maio. O evento, um dos maiores do segmento no Brasil, reúne artesãos de todo o país para apresentar a diversidade e a riqueza do artesanato brasileiro.

Com o apoio da prefeitura de São Sebastião do Umbuzeiro, da Secretaria de Estado do Turismo e do Desenvolvimento Econômico da Paraíba, por meio do Programa do Artesanato Paraibano (PAP), o município está sendo representada por Regina Gomes, artesã que leva consigo a arte e a tradição das rendeiras de São Sebastião do Umbuzeiro e de todo o Cariri paraibano que são eles Monteiro, Camalaú, São Sebastião do Umbuzeiro, São João do Tigre e Zabelê.

As peças expostas, produzidas com a delicada e sofisticada técnica da renda renascença, encantam o público pela riqueza de detalhes e pela expressão cultural que carregam. Aplicadas em vestidos, blusas, acessórios, enxovais e artigos de decoração, as rendas de São Sebastião do Umbuzeiro reafirmam a força da economia criativa e o valor do fazer manual.

A participação no Salão representa não apenas uma vitrine nacional para as artesãs locais, mas também uma oportunidade concreta de valorização econômica e reconhecimento cultural. É um momento importante para o fortalecimento das tradições e para a divulgação do trabalho que vem sendo desenvolvido na região.

O 19º Salão de Artesanato de São Paulo segue até o dia 25 de maio, com entrada gratuita, e traz como tema “A Arte que Nasce da Fibra”, destacando a conexão entre o artesanato e a identidade de cada povo. A presença da renda renascença paraibana — em especial a de São Sebastião do Umbuzeiro  é um verdadeiro símbolo de resistência, arte e herança cultural viva.

De Olho no Cariri

Com Blog do Didi

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri