Dívida milionária: prefeito demite funcionários e suspende gratificações na Paraíba

A Prefeitura de Triunfo, no Sertão da Paraíba, decretou nesta sexta-feira (16), estado de calamidade pública financeira por um período inicial de 180 dias. O decreto foi assinado pelo prefeito Espedito Filho (PSB) e detalha a situação crítica das finanças municipais, estabelecendo um conjunto de medidas, entre elas, a demissão de contratados e o cancelamento de eventos públicos para contenção de despesas.

A medida foi motivada, principalmente, pelo bloqueio judicial de mais de R$ 2,8 milhões das contas do município. O bloqueio tem como finalidade o pagamento de precatórios judiciais acumulados de gestões anteriores. A dívida total do município com precatórios ultrapassa R$ 15,4 milhões, sendo R$ 3,8 milhões exigidos de forma imediata.

Segundo o decreto, a parcela mensal destinada ao pagamento dos precatórios saltou de R$ 28 mil em 2023 para cerca de R$ 250 mil em 2025, um aumento de mais de 800%, o que inviabilizou o planejamento financeiro da administração.

O prefeito ainda alega que a medida é necessária para preservar serviços essenciais como saúde, educação e limpeza urbana.

Entre as ações determinadas pelo decreto estão:

– Contenção de despesas e suspensão de gastos não essenciais;

– Rescisão de contratos temporários, exceto nas áreas de saúde, assistência social e educação;

– Revisão de contratos e aluguéis;

– Suspensão de gratificações, nomeações e reajustes salariais;

– Redução da jornada de trabalho em alguns setores da administração municipal;

– Suspensão de festas, eventos e ajudas sociais, exceto em casos de alta vulnerabilidade.

Além disso, foi criado um Comitê Gestor de Crise Financeira, que atuará no monitoramento e proposição de medidas adicionais para o enfrentamento da crise.

Com MaisPB

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri