Sedap-PB entrega veículos para uso na capacitação e certificação da produção agroindustrial do Cariri

O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap-PB), fez a entrega de dois veículos ao Consórcio Intermunicipal de Saúde do Cariri Oriental (Cisco Agro). A assinatura do termo de cessão ocorreu na noite desse sábado (29), em Monteiro, na unidade do consórcio que atua em 29 municípios da região.

O Cisco Agro está aderindo ao Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte da Paraíba (Susaf-PB) e, com isso, passará a inspecionar e certificar os rebanhos e produtos de origem agroindustrial com o Selo de Inspeção Estadual (SIE).

O secretário de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, Joaquim Hugo, comentou que “essa cessão faz parte de um trabalho que a gente quer fazer junto aos consórcios municipais. Nós estamos com o Cisco Agro aqui no Cariri e a ideia é fazer a parceria para que o consórcio peça adesão ao Susaf-PB”. Ele acrescentou que “liberada a adesão por meio da Defesa Agropecuária do Estado, todo selo de inspeção municipal concedido pelo consórcio, no caso aqui do Cisco Agro, também passará a ser um SIE, o Selo de Inspeção Estadual. Eu imagino que essa ação da cessão dos veículos vai ajudar muito o setor agropecuário no que se refere à certificação”.

Na ocasião, o secretário Joaquim Hugo fez a entrega de um veículo Ford Fiesta e uma moto. Ele também se reuniu com representantes de entidades e produtores rurais que atuam na agropecuária da região, onde ouviu sugestões e propostas para o desenvolvimento do setor da ovinocaprinocultura do Cariri Oriental.

O presidente do Cisco Agro e prefeito do município de Prata, Genivaldo Tembório, comemorou a parceria com a Sedap. “Eu gostaria desde já agradecer ao secretário Joaquim Hugo, ao Governo do Estado, por essa parceria com o consórcio”. Ele apontou que os veículos serão importantes para possibilitar ao médico veterinário responsável levar capacitação “a cada secretaria de agricultura do município, juntamente com os secretários e os técnicos, estar junto a cada agroindústria, visitando cada município”.

Genivaldo Tembório lembrou que o Cisco Agro já faz o Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e os veículos vão ajudar na certificação para que “com essa certificação, o produtor possa comercializar dentro das 29 cidades que fazem parte do consórcio”. Ele acrescentou que a entidade está em contato com o Ministério da Agricultura e da Pecuária (Mapa) para que no segundo semestre a certificação da entidade alcance todo o estado da Paraíba.

Para o coordenador do Cisco Agro, Ricardo Morato, a cessão dos veículos facilitará a atuação junto aos municípios que integram o consórcio, especialmente o trabalho de certificação dos produtos agroindustriais. “A área de atuação do Cisco Agro se tornou muito grande e essa ação do Governo do Estado, através da Sedap, quando o secretário Joaquim Hugo vem disponibilizando esses veículos, ele nos dá condição para que a gente possa atender melhor os municípios consorciados e, com isso, melhorar a certificação e o desenvolvimento da agricultura familiar”.

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O debate na TV Globo entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) foi marcado por uma manifestação indignada do atual presidente após uma fala do adversário. Flávio afirmou que o presidente “dá com uma mão e tira com nove dedos”. Lula perdeu o dedo mínimo da mão esquerda quando trabalhava como torneiro mecânico, em 1964, aos 17 anos. 

“Ele disse uma grande asneira e eu não vou levar para casa. Ele me chamou de nove dedos. Se tem alguém que sabe o que é o mundo do trabalho sou eu. Se tem alguém que perdeu o dedo com 17 anos, fui eu. Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos, não vou permitir! Você vai ter que pedir desculpa. Porque o povo trabalhador está vendo. Milhões de trabalhadores se acidentam por irresponsabilidade patronal que obriga a gente a trabalhar em jornada que a gente tem que ir trabalhar”, afirmou o petista.

Em seguida, Flávio Bolsonaro pediu desculpas. “Lula, se eu te ofendi, eu te peço desculpa de verdade. Não queria te ofender. Peço desculpa de verdade”. O debate prosseguiu e Flávio retomou os ataques ao governo, cobrando do presidente desculpas à população. “Agora eu quero saber se você vai pedir desculpas os moradores de rua que dobraram diante do seu governo. E combate a pobreza esse que você faz?”, questionou o senador, que também repudiou Lula por ter se referido a ele como miliciano. 

De acordo com dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, 365,8 mil pessoas estavam em situação de rua em dezembro de 2025. A pesquisa indica um aumento de 55% em relação a 2022 e, não, de 100%, conforme mencionado por Bolsonaro.

Ainda assim, pesquisadores afirmam que o crescimento dessa população pode estar relacionado com diferenças de metodologia de contagem, busca ativa e a inclusão de pessoas vulneráveis nas políticas sociais, sem que todo esse aumento corresponda a novas pessoas em situação de rua. 

Políticas sociais

Lula questionou Flávio Bolsonaro sobre o voto contrário à ampliação da licença-maternidade, quando era deputado estadual no Rio de Janeiro. Flávio reconheceu o voto e afirmou que mudou de posição:

“Eu votei acreditando que isso poderia dificultar que as mulheres conseguissem arrumar emprego, eu estava errado. Hoje, depois que eu casei, depois que eu tenho duas filhas, mais do que nunca, eu sei da importância da mãe estar perto do filho, por até mais de 180 dias se possível.”

Lula criticou a justificativa e afirmou que o candidato não respondeu objetivamente à pergunta. Também questionou a forma como o adversário se referiu ao Bolsa Família, citando postagens antigas de Flávio em redes sociais, quando chamou o programa de “bolsa-farelo”. “É a falta de respeito com o povo pobre desse país”, rebateu Lula. 

Em resposta, o candidato do PL disse que vai manter e ampliar os benefícios sociais, incluindo o Bolsa Família.

Endividamento

Em outro momento do bloco, Flávio questionou Lula sobre o endividamento das famílias brasileiras e a dívida pública, atribuindo ao governo os juros elevados e o aumento das dificuldades financeiras da população. Em resposta, o presidente afirmou que o problema está relacionado à política de juros do Banco Central e defendeu o crescimento econômico como caminho para reduzir a dívida.

“Lula, por que que você está deixando as famílias brasileiras tão endividadas? Já que uma vez que a dívida governo cresce, a dívida das famílias cresce junto”, disse Flávio, que ainda citou uma dívida de R$ 11 trilhões. O número foi uma referência à Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) do Brasil, medida e pelo Banco Central. 

O candidato afirmou que, caso eleito, pretende utilizar a Caixa Econômica Federal para comprar dívidas dos bancos e refinanciá-las.

Em seguida, Lula respondeu que a iniciativa de renegociar dívidas já havia sido encaminhada por seu governo ao Senado. “Ele tá copiando uma coisa que eu já mandei pro Senado”. O presidente também afirmou que o governo já havia realizado medidas de renegociação e perdão de dívidas, mencionando uma operação de R$ 15 bilhões envolvendo 4,5 milhões de pessoas.

SUS

Em outro ponto do bloco, Lula questionou Flávio Bolsonaro sobre declarações atribuídas a um integrante de sua equipe econômica de que não haveria investimento no Sistema Único de Saúde (SUS). Também criticou a gestão da pandemia durante o governo Bolsonaro. 

“Como é que você quer melhorar a saúde desse país negando o plano de saúde mais importante que tem em qualquer país com mais de 100 milhões de habitantes?”, perguntou Lula. Lula também criticou a gestão da pandemia durante o governo Bolsonaro e mencionou as mortes por covid-19.

“O SUS é o responsável por evitar que morresse mais gente da covid depois da responsabilidade do governo do pai dele”. Na sequência, mencionou declarações de Bolsonaro sobre vacinação e criticou a falta de organização de uma resposta baseada em especialistas.

Em resposta, Flávio afirmou que manteria e ampliaria os investimentos no sistema, mas criticou a gestão atual, as filas de atendimento e o financiamento da saúde.

“O tesouraço vai ser na corrupção do atual governo, o tesouraço vai ser na burocracia, o tesouraço vai ser nos impostos que você deu, foram mais de 30 que você criou ou aumentou”, afirmou. O candidato ainda afirmou que as Santas Casas estariam endividadas e falou em aumentar a tabela de procedimentos do SUS.

De Olho no Cariri

Com Agência Brasil