Açude de Boqueirão está próximo de atingir pior baixa

acude_seco_pb (1)Responsável pelo abastecimento de Campina Grande e mais 18 municípios do Compartimento da Borborema, o Açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão, está a menos de dois centímetros de atingir a pior baixa no seu volume de água nos últimos 15 anos.

Por conta da seca prolongada, da evaporação e do consumo, o açude continua agonizado, e perdendo um centímetro de água todo o dia.

Com capacidade para armazenar 411.686.287 milhões de metros cúblicos, Boqueirão está apenas com 65.544.160 mm de água acumulada, o que representa o preocupante 15,9%, segundo a última medição da Agência Executiva de Gestão das Águas (AESA). Já é menor nível desde janeiro de 2015, o risco de um colapso no sistema de abastecimento de Campina Grande não está afastado.

O pior nível de armazenado de água registrado no Açude Boqueirão foi no ano de 1999, quando o Estado vivenciou uma de suas maiores secas e o manancial chegou aos 14% de capacidade.

O reflexo da seca pode ser vista no açude. Alguns locais antes cobertos por água se transformaram em ilhas. A vegetação seca, o solo duro,  também revelam os efeitos da longa estiagem.

Caso não chova nas cabeceiras dos rios Taperoá e Paraíba, o açude de Boqueirão deve atingir o volume morto na segunda quinzena de dezembro de 2015, de acordo com a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). O manancial deverá chegar aos 10% neste prazo, que significa o volume morto. Diante do risco de colapso, a Cagepa já estuda a possibilidade de ampliar o racionamento na região de 60 horas para 84 horas semanais.

Segundo o gerente regional da Cagepa em Campina Grande, Simão Almeida, um equipamento para bombear a água do volume morto já está sendo montado. “Nos próximos 90 dias nós vamos estar com a captação flutuante para iniciar os testes, porque quando precisarmos utilizá-la já estará pronto”, explicou.

Ainda segundo Simão Almeida, ao chegar no volume morto provavelmente haverá a ampliação do racionamento. “Deve sair de 60 horas de racionamento por semana para 84 horas”, explica. Atualmente, o racionamento começa às 17h do sábado e vai até às 5h da terça. Com a possível ampliação, a água só volta a ser distribuída na quarta-feira.

Com 84 horas de racionamento e no volume morto, a água do Açude Epitácio Pessoa deve render até março de 2017. Caso a qualidade da água diminua, a população vai ser informada que não se deve ingerir o líquido, segundo Simão Almeida.

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O governador Lucas Ribeiro recebeu, na manhã desta quinta-feira (27), na Granja Santana, em João Pessoa, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. O fortalecimento da caprinocultura, por meio da instalação de indústrias de leite de cabra em pó, foi um dos temas abordados durante o encontro. O projeto para a primeira indústria de leite caprino em pó já vem sendo desenvolvido em Casserengue, município do Curimataú.

O governador Lucas Ribeiro destacou que a visita do ministro Wellington Dias reforça o compromisso do Governo do Estado e do Governo Federal no fortalecimento da caprinocultura paraibana. “É uma grande alegria receber a visita do ministro Wellington Dias para discutir o fortalecimento da agricultura familiar, com a geração de mais oportunidades para quem produz. E a nossa caprinocultura tem sido um vetor de desenvolvimento, gerando emprego e renda para as pessoas. É um segmento que tem recebido o apoio do nosso Governo e do Governo Federal, com programas como o PAA Leite”, disse.

O ministro Wellington Dias destacou a viabilidade da iniciativa. “A Paraíba é o estado que tem o melhor desempenho na execução do Programa de Aquisição de Alimentos, o PAA Leite, e também é o estado que dá a maior contrapartida, fortalecendo o combate à desnutrição e à subnutrição. Além disso, muitas pessoas têm intolerância ao leite de vaca; daí a importância do leite de cabra”, disse.

A secretária de Estado do Desenvolvimento Humano, Neide Nunes, observou que a fabricação de leite de cabra em pó, além de gerar emprego e renda, vem fortalecer a segurança alimentar na Paraíba. “A primeira fábrica de leite em pó é mais uma iniciativa para manter o homem no campo e a cidade ter o seu poder de compra. Vamos fazer agora a primeira compra de leite em pó. São R$ 3 milhões do Governo da Paraíba e R$ 3 milhões do Governo Federal para ser distribuída com as famílias, por meio do PAA Compra com Doação Simultânea”, completou.

Outro assunto abordado durante a reunião entre o governador Lucas Ribeiro e o ministro Wellington Dias foram as mudanças climáticas, que devem impactar regiões do Estado, como o Semiárido. Participaram ainda o secretário-executivo de Mudanças Climáticas, Luiz Nunes; e a coordenadora de projetos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Joanne Santana.