Despejo de esgoto no mar: Bar do Cuscuz de João Pessoa é interditado e multado

A sede do Bar do Cuscuz em João Pessoa, localizada no bairro Cabo Branco, foi interditada no final da manhã desta quarta-feira (15). O estabelecimento é investigado por suspeita de despejar esgoto no mar.

De acordo com a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), na semana passada irregularidades já haviam sido encontradas e foi dado um prazo para soluções. Hoje, uma nova fiscalização encontrou novos problemas. Por isso, através de uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF), o bar foi embargado e está proibido de funcionar. A liberação só acontecerá com a solução do erro.

Em entrevista à TV Cabo Branco, o jurídico da empresa Bar do Cuscuz disse que não há nenhuma irregularidade.

“Essa fiscalização não encontrou nenhuma prova de que o esgoto esteja sendo influenciado. Quando vemos aqui, pode ser ocasionado por outros fatores. Foi identificado uma pequena irregularidade, mas que não seria capaz de causar tudo que está sendo divulgado na mídia em relação às águas pluviais. Não foi encontrado esgoto clandestino. O Bar do Cuscuz vai tomar conhecimento, combater juridicamente. Tudo isto está causando um prejuízo enorme para o bar. A medida de interdição é radical. Estamos sendo prejudicados por pressão popular. O Bar do Cuscuz não cometeu nenhum tipo de crime”, diz a empresa.

De acordo com o procurador da República João Raphael Lima, responsável pela condução do caso, o interesse federal na apuração da conduta se justifica pela gravidade dos danos ambientais causados e pela necessidade de proteção do meio ambiente marinho, bem da União, conforme preceitua o artigo 20, inciso VII, da Constituição Federal.

O membro do MPF enfatiza ainda que a legislação ambiental brasileira, especialmente a Lei nº 9.605/1998, estabelece sanções penais e administrativas para aqueles que causam poluição ambiental, visando assegurar o direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, garantido pela Constituição Federal em seu artigo 225.

“O Ministério Público Federal está empenhado em garantir a responsabilização de todos os responsáveis pelos danos ambientais causados e em adotar as medidas necessárias para a proteção do meio ambiente marinho e da saúde pública”, declarou João Raphael.

Mais PB

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial de Monteiro (GTE), pertencente à 14ª Delegacia Seccional de Polícia Civil, deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, a Operação “Vigiados”, destinada ao cumprimento de oito mandados de busca e apreensão expedidos no âmbito de investigações relacionadas aos crimes de tráfico de drogas e organização criminosa.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, uma pessoa foi presa em flagrante pela prática, em tese, do crime de tráfico de drogas. Também foram apreendidos aparelhos celulares e outros elementos de interesse investigativo, que serão submetidos aos procedimentos periciais e de análise de dados devidamente autorizados.

A operação teve como principal finalidade a coleta de provas destinadas a robustecer e concluir inquéritos policiais em tramitação no GTE de Monteiro, especialmente aqueles que apuram a atuação estruturada de organização criminosa voltada ao comércio ilícito de entorpecentes na região.

A ação mobilizou cerca de 30 policiais civis, reunindo equipes do GTE de Monteiro e das delegacias que integram a área da 14ª Seccional, incluindo unidades de Monteiro, Sumé e Serra Branca, além de servidores de outras delegacias da circunscrição. A atuação integrada permitiu o cumprimento simultâneo das ordens judiciais e a preservação dos elementos probatórios apreendidos.

A Operação “Vigiados” integra o planejamento operacional desenvolvido pelo GTE de Monteiro e pela 14ª Delegacia Seccional de Polícia Civil, com foco no enfrentamento qualificado ao tráfico de drogas e às organizações criminosas, mediante ações de inteligência, investigação e obtenção de provas.

As investigações prosseguem, inclusive com a análise técnica do material apreendido, para o completo esclarecimento dos fatos, a identificação de outros possíveis integrantes do grupo criminoso e a definição das responsabilidades individuais.