ELEIÇÕES 2024: Oposição larga na frente em Taperoá e atual prefeito busca apoio para sua reeleição

O desenho político da oposição e situação do município de Taperoá, na Borborema paraibana, está começando a se desenhar. O Prefeito da cidade, George Farias, busca a reeleição para manter a tradição de seu grupo político no município.

Em 2020, ele teve 52,93% dos votos. Foram 4.437 votos no total. O candidato derrotou Júnior de Preto, que ficou em segundo lugar com 45,57% (3.820 votos).

Como apoio, ele busca a adesão de Ruy Carneiro, Pedro Cunha Lima, Efraim Filho e Cássio Cunha Lima para fortalecer sua chapa. Inclusive, ele ganhou uma grande aliança para seu grupo político. Trata-se do vereador Chiquinho Patativa que mudou de bancada e, agora, está na “situação” da cidade.

O anúncio foi feito pelo parlamentar durante o programa Jornal Interativo na Rádio Taperoá FM. Com a adesão, o prefeito George Farias passa a ter ampla maioria na Câmara Municipal de Taperoá, tendo o apoio de sete vereadores: Geovane (Líder do Governo), Birino, Chiquinho, Bomga, Doutorzinho, Beto e Aílton.

A oposição em Taperoá promete vir forte

A oposição ainda se articula, mas alguns nomes já são dados como certos para aparecer na disputa, como os dos ex-prefeitos Jurandir, Júnior de Preto e do empresário Ariano.

Em entrevista ao Jornal Interativo, pela Taperoá FM (87.9), o presidente da executiva Municipal do PSB, Júnior de Preto, disse que a determinação Nacional e Estadual da legenda sinaliza para que o partido tenha candidatura própria na cidade. Ele é aliado de carteirinha de Gervásio Maia.

Inclusive, Junior já antecipou que o seu bloco político vai realizar pesquisas para balizar a escolha do nome dentro do partido.

Por outro lado, o ex-prefeito de Taperoá, Jurandi Gouveia, em entrevista ao programa Ponto de Vista da Serra Branca FM, afirmou que desde que foi para o campo da oposição, tem buscado fazer uma atuação propositiva, buscando obras e ações para o município, mesmo não estando no comando do executivo.

Jurandi confirmou seu desejo em concorrer ao pleito e adiantou que buscará unir as oposições. Ele concluiu afirmando que tem condições políticas e jurídicas para disputar a prefeitura que já venceu por duas vezes.

O vereador de Taperoá, Salatiel Gomes (PTC), defende uma candidatura própria do PSB no município. Segundo ele, o seu grupo político está cada dia mais forte e, acima de tudo, terá papel fundamental na escolha do nome da oposição. As declarações de Salatiel foram dadas ao Jornal Interativo, transmitido pela rádio Taperoá FM (87.9).

Em síntese, o atual cenário para a oposição é dos melhores. O grupo conta com o apoio do governador João Azevêdo, do presidente da Assembleia Legislativa Adriano Galdino, o deputado federal, Murilo Galdino e outras lideranças. O atual prefeito George Farias poderá encontrar dificuldades em sua reeleição.

As eleições municipais de 2024 prometem um xadrez político na ‘Terra de Ariano Suassuna’ e aos poucos vai se desenhando. Os próximos capítulos prometem.

De Olho no Cariri

Com Gutemberg Cardoso

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A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) sobre crise que atinge a Corte terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo Supremo das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.

Presidente do STF e relator da sessão desta terça, Edson Fachin votou para manter a separação dos casos após uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. Fachin foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises sejam conjuntas. O ministro Flávio Dino, que havia votado com essa corrente, mudou o voto para um pedido de vista, o que suspendeu o julgamento.

Fachin foi o primeiro a votar

Na tarde desta terça, após a retomada do julgamento iniciado na manhã, o presidente do STF se posicionou contra uma questão de ordem, um questionamento, apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu o julgamento conjunto dos relatórios com informações da Polícia Federal sobre os dois ministros.

Fachin também foi contra a redistribuição do relatório sobre Alexandre de Moraes, que puxou para o seu gabinete. Gilmar defendia que houvesse um sorteio para a definição de um novo relator, alegando que é isto que está previsto no Regimento Interno da Corte.

“Quero, desde logo, me manifestar no sentido de manter não apenas a separação entre os julgamentos. Portanto, voto no sentido de prosseguir o julgamento de hoje, bem como, de não levar a efeito o apensamento [reunião] dos feitos mencionados e, por via de consequência, fica prejudicada a redistribuição na forma regimental”, disse Fachin.

André Mendonça vota para julgar seu caso e o de Moraes separadamente

O ministro André Mendonça acompanhou o voto de Fachin.

“Entendo não haver as mesmas bases fáticas. O que há, em relação a mim, é um suposto relatório de inteligência, um relatório ilegal, com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros do STF e de outras autoridades, em uma atividade própria de uma PF paralela. Documento ilegal, que o próprio documento fala que é sem valor probatório. São questões fáticas e jurídicas totalmente distintas”, disse Mendonça.

Fux e Cármen Lúcia também acompanharam Fachin e Mendonça.

Dino abriu divergência

Fachin foi o primeiro a votar sobre a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, contra a proposta de Gilmar.

Na sequência, ministro Flávio Dino abriu divergência e votou pela conexão dos dois casos, acompanhando o entendimento de Gilmar Mendes.

“Presidente, me parece que o encaminhamento é de respeitar a conexão, que nos trouxe até aqui. E por isso eu considero que o encaminhamento contido na questão de ordem do ministro Gilmar é aquela que preserva melhor o nosso papel de provedores de justiça e de segurança jurídica”, disse Dino.

O ministro Cristiano Zanin acompanhou Dino na divergência, votando a favor da questão de ordem de Gilmar.

“Para não ser repetitivo, eu vou adiantar, pedindo vênia a Vossa Excelência, que eu estou acompanhando o eminente ministro Gilmar Mendes na questão de ordem trazida e faço apenas algumas anotações complementares”, disse Zanin.

Na sequência, Zanin disse que, na avaliação dele, o ministro André Mendonça não deveria votar na análise do relatório das mensagens de Vorcaro a Alexandre de Moraes.

Posteriormente, Moraes se posicionou pela análise conjunta da sua situação com a do ministro André Mendonça.

“Nós estamos com um risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual, julgando as mesmas coisas, só que com o sinal invertido, os mesmos fundamentos, cada qual de um lado, com sinal invertido hoje [caso Moraes] e na próxima quarta-feira [sobre Mendonça]. Então presidente com essas com essas considerações, pedindo todas as vênias a Vossa Excelência, acompanho a questão de ordem do ministro Gilmar”, disse Moraes.

Ocorre que, posteriormente, após um bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça, Flávio Dino mudou sua posição, dizendo que estava passando a pedir vista.

Com isso, o placar ficou 4 a 3 para manter separadas as questões dos dois ministros.

Entenda a crise no STF

‘Não há pedido para abrir uma investigação criminal’, diz Moraes

A crise se intensificou após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre as investigações do Banco Master.

Um dos documentos apontou 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de encontros presenciais entre os dois e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

A divulgação dos documentos provocou um confronto entre Moraes e André Mendonça, relator das investigações do caso Master.

Moraes acusou o colega de fazer uma liberação “seletiva” dos autos e de omitir documentos. Mendonça negou e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros.

A disputa também envolveu o acesso às provas extraídas do celular de Vorcaro. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral ao material.

Após determinação de Zanin, a PF confirmou, na segunda-feira (14), ter entregue cópias do acervo digital aos três gabinetes. A PGR também se manifestou a favor da ampliação do acesso aos documentos.

Diante do conflito, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu separar os processos. O caso que envolve as mensagens entre Vorcaro e Moraes será analisado pelo Plenário nesta terça-feira (15).

Já as acusações de Moraes contra Mendonça ficaram para 23 de setembro.

Com Portal G1