Governo da Paraíba adquire mais uma aeronave e 61 ambulâncias para transporte de pacientes

A Paraíba adquiriu, com recursos próprios, mais uma aeronave para transporte de pacientes que necessitam de remoção. O investimento é de mais de R$ 7 milhões por ano. O veículo tem capacidade de realizar viagens durante a noite e autonomia de até quatro horas e meia de voo. O Estado também obteve mais 61 ambulâncias do tipo UTI móvel, sendo 21 para as bases descentralizadas e 40 para atender as demandas dos hospitais e UPAs da rede estadual. Os veículos serão entregues aos serviços formalmente na próxima semana.

Com esse aporte, a Paraíba terá duas aeronaves disponíveis para transporte de pacientes. O novo veículo tem capacidade para transportar, além da equipe, um paciente e seu acompanhante; o transporte de recém-nascido também poderá ser realizado com o uso de incubadora. A aeronave está configurada para trabalhar com o piloto, copiloto e, para assistir o paciente, um médico e um enfermeiro. O veículo será operado pelo Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba.

As ambulâncias das bases descentralizadas são geridas pelo Complexo Regulador Estadual. Das 40 ambulâncias para equipar a rede hospitalar estadual, 20 já foram entregues ao Hospital de Trauma de João Pessoa, Hospital de Trauma de Campina Grande, Hospital de Clínicas, Hospital Arlinda Marques, Hospital Regional de Guarabira, Hospital Regional de Monteiro, Hospital Infantil Noaldo Leite, Hospital e Maternidade Estevam Marinho (Coremas), Hospital Regional de Piancó, Hospital Regional de Itaporanga, Hospital Senador Rui Carneiro (Pombal), Hospital Regional de Catolé do Rocha, Hospital Regional de Sousa, Hospital Regional de Cajazeiras e Hospital Geral de Taperoá, além da base centralizada de João Pessoa e base descentralizada de Patos.

De acordo com o secretário de estado da Saúde, Jhony Bezerra, essa ampliação de veículos dará mais celeridade ao atendimento especializado. “A nova aeronave pode realizar voos mais longos, inclusive durante a noite, antecipando a chegada ao destino. Um voo de Cajazeiras até João Pessoa, por exemplo, pode ser realizado em 1h30. No que diz respeito à assistência em saúde, o tempo é um fator determinante para a recuperação do paciente”.

Ele explica que a ampliação de ambulâncias tanto na rede hospitalar quando nas bases descentralizadas tem um impacto significativo na qualidade da assistência. “A Paraíba tem atuado no plano de descentralização da assistência em saúde, com ampliação da rede de tomógrafos e hemodinâmicas em todas as macrorregiões de saúde. Porém, para os pequenos municípios, é importante que haja transporte disponível para os pacientes que precisam ir até um desses equipamentos. Os veículos novos possibilitam um transporte com mais segurança e o aumento no número de ambulâncias vai garantir a maior disponibilidade para atender à população de forma oportuna”, frisou.

No final de 2022, o governo disponibilizou ambulâncias que foram destinadas às ações do programa Coração Paraibano. Na ocasião, dois dos veículos foram destinados aos municípios de Pombal e Catolé do Rocha e as demais estão sendo utilizadas para otimizar o deslocamento dos pacientes do SUS que precisem de transporte para hospitais de maior complexidade, a exemplo de maternidades, hospitais de trauma.

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A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) sobre crise que atinge a Corte terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo Supremo das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.

Presidente do STF e relator da sessão desta terça, Edson Fachin votou para manter a separação dos casos após uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. Fachin foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises sejam conjuntas. O ministro Flávio Dino, que havia votado com essa corrente, mudou o voto para um pedido de vista, o que suspendeu o julgamento.

Fachin foi o primeiro a votar

Na tarde desta terça, após a retomada do julgamento iniciado na manhã, o presidente do STF se posicionou contra uma questão de ordem, um questionamento, apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu o julgamento conjunto dos relatórios com informações da Polícia Federal sobre os dois ministros.

Fachin também foi contra a redistribuição do relatório sobre Alexandre de Moraes, que puxou para o seu gabinete. Gilmar defendia que houvesse um sorteio para a definição de um novo relator, alegando que é isto que está previsto no Regimento Interno da Corte.

“Quero, desde logo, me manifestar no sentido de manter não apenas a separação entre os julgamentos. Portanto, voto no sentido de prosseguir o julgamento de hoje, bem como, de não levar a efeito o apensamento [reunião] dos feitos mencionados e, por via de consequência, fica prejudicada a redistribuição na forma regimental”, disse Fachin.

André Mendonça vota para julgar seu caso e o de Moraes separadamente

O ministro André Mendonça acompanhou o voto de Fachin.

“Entendo não haver as mesmas bases fáticas. O que há, em relação a mim, é um suposto relatório de inteligência, um relatório ilegal, com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros do STF e de outras autoridades, em uma atividade própria de uma PF paralela. Documento ilegal, que o próprio documento fala que é sem valor probatório. São questões fáticas e jurídicas totalmente distintas”, disse Mendonça.

Fux e Cármen Lúcia também acompanharam Fachin e Mendonça.

Dino abriu divergência

Fachin foi o primeiro a votar sobre a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, contra a proposta de Gilmar.

Na sequência, ministro Flávio Dino abriu divergência e votou pela conexão dos dois casos, acompanhando o entendimento de Gilmar Mendes.

“Presidente, me parece que o encaminhamento é de respeitar a conexão, que nos trouxe até aqui. E por isso eu considero que o encaminhamento contido na questão de ordem do ministro Gilmar é aquela que preserva melhor o nosso papel de provedores de justiça e de segurança jurídica”, disse Dino.

O ministro Cristiano Zanin acompanhou Dino na divergência, votando a favor da questão de ordem de Gilmar.

“Para não ser repetitivo, eu vou adiantar, pedindo vênia a Vossa Excelência, que eu estou acompanhando o eminente ministro Gilmar Mendes na questão de ordem trazida e faço apenas algumas anotações complementares”, disse Zanin.

Na sequência, Zanin disse que, na avaliação dele, o ministro André Mendonça não deveria votar na análise do relatório das mensagens de Vorcaro a Alexandre de Moraes.

Posteriormente, Moraes se posicionou pela análise conjunta da sua situação com a do ministro André Mendonça.

“Nós estamos com um risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual, julgando as mesmas coisas, só que com o sinal invertido, os mesmos fundamentos, cada qual de um lado, com sinal invertido hoje [caso Moraes] e na próxima quarta-feira [sobre Mendonça]. Então presidente com essas com essas considerações, pedindo todas as vênias a Vossa Excelência, acompanho a questão de ordem do ministro Gilmar”, disse Moraes.

Ocorre que, posteriormente, após um bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça, Flávio Dino mudou sua posição, dizendo que estava passando a pedir vista.

Com isso, o placar ficou 4 a 3 para manter separadas as questões dos dois ministros.

Entenda a crise no STF

‘Não há pedido para abrir uma investigação criminal’, diz Moraes

A crise se intensificou após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre as investigações do Banco Master.

Um dos documentos apontou 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de encontros presenciais entre os dois e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

A divulgação dos documentos provocou um confronto entre Moraes e André Mendonça, relator das investigações do caso Master.

Moraes acusou o colega de fazer uma liberação “seletiva” dos autos e de omitir documentos. Mendonça negou e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros.

A disputa também envolveu o acesso às provas extraídas do celular de Vorcaro. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral ao material.

Após determinação de Zanin, a PF confirmou, na segunda-feira (14), ter entregue cópias do acervo digital aos três gabinetes. A PGR também se manifestou a favor da ampliação do acesso aos documentos.

Diante do conflito, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu separar os processos. O caso que envolve as mensagens entre Vorcaro e Moraes será analisado pelo Plenário nesta terça-feira (15).

Já as acusações de Moraes contra Mendonça ficaram para 23 de setembro.

Com Portal G1