ELEIÇÕES 2022: Pesquisa Ipec aponta para disputa apertada e com resultado imprevisível na Paraíba

Os números da pesquisa Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria LTDA), divulgados ontem, mostram que os dois candidatos que disputam o Governo do Estado na Paraíba, João Azevêdo (PSB) e Pedro Cunha Lima (PSDB), estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

O socialista numericamente à frente, com 47% das intenções de voto; enquanto o tucano aparece com 42%.

Esse recorte já aponta, quando visto isoladamente, para uma disputa apertada e imprevisível. Mas há outros dados, no levantamento, que reforçam essa tese.

Um deles é o bom desempenho de Pedro em João Pessoa. O candidato obteve 52% das intenções de voto, contra 38% de Azevêdo.

Além de ser o maior colégio eleitoral do Estado, o resultado demonstra que o tucano conseguiu alcançar o eleitorado bolsonarista da Capital, que proporcionou uma votação majoritária ao ex-candidato Nilvan Ferreira (PL) no primeiro turno.

Por outro lado, João continua forte no interior do Estado, onde possui o apoio da maior parte dos prefeitos. O candidato à reeleição aparece 49% da preferência dos paraibanos que residem em cidades interioranas.

Um outro é o fortalecimento de sua campanha junto ao eleitorado jovem, que costuma dar mais engajamento na reta final de disputas. Pedro aparece com 57% das intenções de voto no público entre 16 e 24 anos. Já João tem melhor desempenho entre aqueles que possuem mais de 45 anos.

Os números do Ipec mostram ainda que 7% dos entrevistados estão inclinados a votar branco ou nulo, enquanto 4% dizem não saber ou preferem não opinar. Esses percentuais abrem espaço para evolução das duas campanhas nessa reta final.

Na campanha de João, a pesquisa liga o sinal de alerta. Para os tucanos, os números trouxeram entusiasmo. A disputa pelo Governo do Estado será ‘voto a voto’ nos próximos dias.

De Olho no Cariri

Com Pleno Poder/ Jornal da Paraíba

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1