João Azevêdo reduz tempo para promoções de praças, autoriza ascensões e processo seletivo para cursos de formação

O governador João Azevêdo encaminhou à Assembleia Legislativa da Paraíba o Projeto de Lei (PL) que irá viabilizar as promoções de praças da Polícia Militar a cada sete anos que, anteriormente, ocorriam em 10 anos, ampliando ainda os benefícios até o 1º sargento, assegurando fluxo nas ascensões profissionais.

Além disso, o chefe do Executivo estadual autorizou o Comando da Polícia Militar a realizar processo seletivo interno para 190 vagas divididas no curso de Habilitação de Oficiais (30); Curso de Formação de Sargentos (90); e Curso de Formação de Cabos (70). Também foram asseguradas a efetivação de 77 promoções de oficiais e de mais 60 praças. As ações são alusivas aos 190 anos da Polícia Militar da Paraíba comemorados nesta quinta-feira (3).

O gestor ainda encaminhou ao Poder Legislativo ajustes na Lei de Proteção Social dos Militares que garantem diversas melhorias, entre elas a manutenção dos direitos de adicionais e proventos para os profissionais que já estejam nas Corporações; abertura do fluxo das ascensões profissionais com regras mais adequadas de passagem para a reserva; integralidade dos proventos para os militares transferidos em situações de saúde ou acidentes.

As ações se somam aos benefícios salariais concedidos à categoria, tais como a incorporação de 100% da bolsa desempenho à remuneração; aumento de 24% no cartão alimentação; reajuste de até 92,9% para cabos, soldados e sargentos nos plantões extras, além de 10% de reajuste salarial, beneficiando militares ativos e inativos. Com isso, a menor remuneração de um soldado será de R$ 4.206,87, que incluindo os plantões, poderá chegar a R$ 6.800,00, podendo ser ainda maior se as horas forem prestadas em finais de semana, o que elevará a remuneração total de um soldado a um patamar superior a R$ 8.000,00.

Corpo de Bombeiros Militar – O governador João Azevêdo também autorizou a promoção de 20 bombeiros militares que concluíram o Curso de Formação de Sargentos (CFS) à graduação de 3º sargento e de três oficias sendo um por merecimento e dois por antiguidade. Ele também liberou o início de mais um Curso de Formação de Sargentos com 40 vagas.

O gestor também determinou a criação de Comissão Interna, já publicada em boletim interno da Corporação, para elaboração de edital do Curso de Habilitação de Oficiais (CHO).

Do mesmo modo da Polícia Militar, também foram encaminhados para a Assembleia Legislativa ajustes na Lei de Proteção Social e a redução de tempo para promoção de praças, possibilitando a ascensão até a graduação de 1º sargento.

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1