Ministério Público recomenda que Prefeitura de Juazeirinho não autorize realização de shows no município

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) recomendou a Prefeitura de Juazeirinho, interior da Paraíba, que não autorize a realização de shows no município. De acordo com a publicação, a não realização acontece no caso do município não possua órgãos municipais ou não se articule previamente com órgão estaduais com capacidade técnica para avaliar o local do evento antes e durante o show.

O Ministério Público pede para antes da ocorrência do evento modalidade show:

  • realizar visita técnica no espaço de realização do evento para definir o teto máximo de capacidade, considerando o decreto vigente e as especificações deste;
  • certificar se a quantidade de ingressos disponíveis à venda está de acordo com a capacidade instalada;
  • analisar o plano de ação proposto pelos produtores/organizadores do evento;
  • informar com antecedência à Polícia Militar, guardas municipais e PROCON a realização do evento e observância necessária no que se refere às exigências do protocolo e decreto vigente;
  • designar equipe para comparecer ao centro de testagem para avaliar coleta, material utilizado, tipo de teste e se estão cumprindo o protocolo para realização de coleta;

Já na ocasião da realização de evento modalidade show o órgão deverá:

  • fiscalizar a ocupação de até 80% por cento da capacidade do local, incluindo produção, funcionários, artistas e público participante, observando todos os protocolos elaborados pela Secretaria Estadual de Saúde e pelas Secretarias Municipais de Saúde;
  • fiscalizar a exigência de apresentação de cartão de vacinação com, no mínimo, a comprovação da primeira dose da vacina, há pelo menos 14 dias, e, de forma cumulativa, a apresentação de teste de antígeno negativo para COVID-19, realizado em até 72 horas antes do evento, sendo dispensada a apresentação do exame para as pessoas que já se encontrarem com o esquema vacinal completo (duas doses ou dose única);
  • fiscalizar a exigência de uso de máscaras, mesmo que .artesanais;
  • fiscalizar a exigência de distanciamento de 1,5 metro entre as pessoas nas filas de acesso.

Em relação ao evento Noite Frenética no Villas deverá cumprir as exigências estipuladas pelo Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária Municipal, como a ocupação de até 80% por cento da capacidade do local, incluindo produção, funcionários, artistas e público participante, observando todos os protocolos elaborados pela Secretaria Estadual de Saúde e pelas Secretarias Municipais de Saúde. Além disso, comprovação da primeira dose da vacina, há pelo menos 14 dias, e, de forma cumulativa, a apresentação de teste de antígeno negativo para COVID-19, realizado em até 72 horas antes do evento.

O município e a empresa responsável pelo evento tem 48h para se manifestar acerca do atendimento espontâneo a recomendação, relacionando as medidas que serão tomadas com vistas ao seu cumprimento.

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1