Cabo Gilberto é denunciado ao Ministério Público por incentivar policiais a não trabalharem na Paraíba

O deputado estadual Cabo Gilberto Silva (PSL) está sendo denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por incentivar policiais militares a não trabalharem na Paraíba. Há pouco mais de um mês, o parlamentar lidera um movimento para reduzir o efetivo nas ruas. A denúncia é do ex-presidente do PSOL na Paraíba, Tárcio Teixeira.

De acordo com informações, o MPF vai investigar a suposta influencia de milícia politica na Polícia Militar na Paraíba. Nesta semana, o parlamentar já havia sido denunciado ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) por um ‘banho de sangue’ programado em João Pessoa e constrangimento a PM’s que recusam ‘greve branca’.

“A partidarização desse movimento por parte do cabo Gilberto, mas distancia esses trabalhadores e trabalhadoras da segurança publica de alcançar os seus objetivos do que garantir os seus direitos”, relatou Tárcio Teixeira, em entrevista ao programa Arapuan Verdade, da rádio Arapuan FM, desta quinta-feira (27).

Já Cabo Gilberto disse que está tranquilo e que a denúncia apresentada não tem base. “Não tem nenhum elemento comprobatório dessas afirmações até porque quem resolve o problema da segurança pública é o governador. Em todos os áudios que eu falo, que diz que é vazado, não tem nada de vazado, eu sustento tudo que eu falo”, informou.

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1