​Após repercussão de escândalo da vacinação indevida em crianças, prefeito de Lucena exonera secretário de Saúde

O secretário de Saúde do município de Lucena, Antônio Paulo, foi exonerado da função após a repercussão do escândalo da vacinação indevida de crianças com vacinas de adultos e vencidas na cidade. A informação foi confirmada pela ex-assessoria, mas não foi oficializada ainda. O caso está repercutindo em nível nacional desde a última sexta-feira (14) quando veio à tona a denúncia.

O pedido de exoneração do secretário de Saúde de Lucena já havia sido pedido por vereadores do município. Ao menos 60 crianças de 4 a 11 anos de idade já tomaram a primeira dose da imunização em Lucena antes da chegada da vacina pediátrica que só chegou no Estado na última sexta-feira (14).

De acordo com as mães, as crianças foram vacinadas entre dezembro de 2021 e janeiro deste ano. O Ministério da Saúde informou que acompanha o caso e as crianças que foram vacinadas de forma indevida na cidade de Lucena. A Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB) também está monitorando as crianças.

As crianças, que foram imunizadas contra Covid-19 em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do município de Lucena, no Litoral Norte da Paraíba, serão avaliadas e revacinadas corretamente, segundo disse ao ClickPB, o secretário de Estado da Saúde, Geraldo Medeiros.

O portal ClickPB trouxe a denúncia na última sexta-feira (14). Crianças de uma comunidade na zona rural de Lucena haviam sido vacinadas contra Covid-19 com doses que seriam para adultos, antes mesmo da chegada da vacina pediátrica, que só desembarcou em solo paraibano no dia 14 deste mês. No entanto, pelas informações já obtidas pelo secretário de Saúde algumas crianças já haviam sido imunizadas há mais de um mês.

Além disso, as vacinas aplicadas nas crianças também estavam com o lote vencido. Os responsáveis pela imunização já foram intimados a prestar esclarecimentos. O caso foi parar no Ministério Público Federal (MPF) intimou também o secretário de Saúde de Lucena, Antônio Paulo, para prestar depoimento na próxima terça-feira (18).

Com Click PB

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1