Sessenta crianças do município de Lucena tomaram vacina contra Covid-19 para adultos, diz Geraldo Medeiros

Ao menos 60 crianças, de 4 a 11 anos de idade, tomaram a vacina de adulto contra Covid-19 em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), na zona rural do município de Lucena, no Litoral Norte da Paraíba. A imunização aconteceu antes da chegada da vacina pediátrica e de acordo com o secretário de Estado da Saúde, Geraldo Medeiros, algumas delas no mês passado.

Em entrevista à CNN Brasil, neste domingo (16), Geraldo Medeiros informou que a pasta já identificou que pelo menos 60 crianças tomaram a vacina para adultos e vencida. O secretário explicou que as crianças estão sendo monitoradas e acompanhadas e que serão avaliadas e revacinadas em um período de 30 dias.

“O Ministério Público Federal está apurando se houve um erro ou uma atitude deliberada da auxiliar da enfermagem. E essas crianças estão sendo monitoradas pela Secretaria de Saúde da Paraíba. Felizmente apresentaram eventos adversos habituais da vacina como febrícula e dor no local da injeção”, disse à CNN.

O caso veio à tona na última sexta-feira (14) quando a partir de uma denúncia de uma mãe que disse que os filhos tinham sido imunizados antes da chegada da vacina pediátrica. É importante lembrar que a vacina para as crianças é um terço da do adulto e tem rótulo de cor alaranjada, o que é diferente da aplicada no adulto.

As vacinas pediátrica só desembarcaram na Paraíba na tarde da última sexta-feira (14), no Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto, na Região Metropolitana de João Pessoa. Naquele dia chegou o primeiro lote com 23.600 doses. A distribuição para os municípios só ocorreu ontem (15).

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1