Primeiro lote da Pfizer é suficiente para apenas 5,9% das crianças na Paraíba

A Paraíba recebe nesta sexta-feira (14) o primeiro lote de vacinas disponibilizadas pelo Ministério da Saúde para crianças de cinco a 11 anos. O grupo foi incluído no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 na semana passada, após uma série de polêmicas.

Segundo a Secretaria de Saúde, o estado receberá 23,6 mil doses. O quantitativo que será distribuído a partir deste sábado (15) aos municípios equivale a 5,9% do total de meninas e meninos aptos a receberem a imunização. A Paraíba tem aproximadamente 393.446 crianças nesta faixa etária.

Mãe de Irã Filho, Aline Lima não esconde a ansiedade para vacinar o garoto, que no ano passado foi diagnosticado com a Covid-19.

“Vou vacinar meu filho, porque tem que proteger nossos filhos, nossas crianças. Tem que tomar a vacina para não termos mais consequências na frente. Ele já teve a Covid e eu fiquei muito triste, ainda bem que não afetou muito ele, mas graças a Deus chegou a vacina para meu filho tomar”, disse Aline.

Imunização começa neste fim de semana 

Para esta primeira etapa, por recomendação do Ministério da Saúde, a vacina será usada para quem possui deficiência permanente ou comorbidades, crianças indígenas e quilombolas. À medida que a vacinação for avançando, devem ser incluídas as que vivem em lar com pessoas com alto risco para evolução grave de Covid-19.

De acordo com a coordenadora do Núcleo de Imunizações, Isiane Queiroga, a vacinação deste público será realizada em salas separadas da vacinação do adulto e que os municípios utilizem estratégias que respeitem as orientações da Anvisa. A dose aplicada é reduzida, 1/3 da dose normal.

“Antes da vacinação foram executados estudos pelo próprio laboratório com mais de 2.700 crianças. Sem nenhum evento adverso grave, os resultados garantem que a vacina da Pfizer é segura para esta população. É importante que os pais e/ou responsáveis levem suas crianças para vacinar, no sentido de proteger essa população, uma vez que uma nova variante começou a circular no estado”, pontua.

Mais PB

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1