Marcelo Queiroga anuncia redução do tempo de isolamento para infectados com covid-19

Em transmissão ao vivo feita pelo Ministério da Saúde no Facebook nessa segunda-feira (10), o ministro Marcelo Queiroga anunciou a redução do tempo de isolamento para pacientes que testaram positivo para covid-19 e estão com casos leves e moderados. O período, que já foi de 14 dias, passou de 10 para 7 na nova definição.

Segundo Queiroga, caso no quinto dia de isolamento o paciente estiver sem sintomas respiratórios, sem febre e uso de medicamentos há 24 horas, ele pode fazer um teste PCR ou de antígeno. Caso o resultado seja negativo, ele poderá sair da quarentena, já se for positivo, o isolamento deve permanecer até o 10º dia. Após esse período, se não houver sintomas, não será necessária a realização de testagem.

O especialista da Fundação Oswaldo Cruz e professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Júlio Croda, afirmou ao Estadão, que não existe consenso na comunidade científica a respeito do tempo ideal de isolamento. Porém, ele alerta que as ações do governo levam em conta a perda de força de trabalho pelo isolamento prolongado, apontando que não há dados científicos consistentes para essa tomada de decisão.

Croda destaca que 18% dos infectados podem transmitir a doença entre o sexto e o nono dia após o diagnóstico.

O Estadão também ouviu outros especialistas que consideram a redução um tempo muito curto e “bastante arriscado”.

Portal Paraíba

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1