Sem vacina, Bolsonaro é impedido de assistir jogo do Santos na Vila Belmiro neste domingo

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que ainda não tomou a vacina contra a COVID-19, tinha a intenção de assistir ao jogo de futebol entre Santos e Grêmio, neste domingo (10/10), pela Série A do Campeonato Brasileiro. A ausência do comprovante de imunização, no entanto, fez os planos naufragarem. O chefe do Executivo cumpre agenda no litoral paulista, estado onde, para entrar em estádios, é preciso atestar o recebimento das injeções contra a doença.

Sem poder comparecer à Vila Belmiro, em Santos, Bolsonaro protestou. “Por que cartão, passaporte, da vacina? Eu queria ver o jogo do Santos agora. Me falaram que tem que estar vacinado. Por que isso?”, criticou.

O “passaporte” vacinal é norma fixada pelo governador João Doria (PSDB) para liberar o retorno da torcida às arquibancadas. Às pessoas que receberam duas doses, basta apresentar o comprovante. Cidadãos contemplados com apenas uma injeção precisam levar, ainda, teste negativo da doença.

“Eu tenho mais anticorpos do que quem tomou a vacina”, disse Bolsonaro, em tom irônico. Por ora, os estádios paulistas podem receber até 30% da capacidade total. A gestão estadual pretende autorizar a abertura de todos os setores das arenas no próximo mês.

Há duas semanas, outro bolsonarista, Nikolas Ferreira (PRTB), vereador de Belo Horizonte, também debochou da necessidade de comprovar a imunização. Ele queria visitar o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, mas acabou barrado.

Portal Estado de Minas

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1