Apesar de flexibilização, setor de evento esperava capacidade maior em shows na Paraíba

A decisão do Governo do Estado em liberar 20% da capacidade de público em shows a partir da próxima sexta-feira (01) não agradou totalmente os produtores de eventos na Paraíba.

O setor já se programa para retomar com as atividades, mas esperava a autorização para que pudesse ter uma presença maior de pessoas nos estabelecimentos.

O produtor de eventos, Fábio Henriques, considerou que a liberação de 20% da capacidade de público é um “primeiro passo” para a volta ao normal. Entretanto, ele disse que esperava uma flexibilização maior principalmente porque para entrar nos eventos o cidadão deverá comprovar que já recebeu as duas doses da vacina contra Covid-19 ou teste negativo para a doença feita em um período de 72h.

“É um avanço, um sinal concreto do governo em flexibilizar, mas a gente acha que ainda há certo rigor, certo exagero e esperamos que de certa forma isso possa ser corrigido ou revisto no próximo decreto”, destacou.

Fábio alega que o setor de evento é muito preparado ao risco e trabalha com planejamento.

“Por isso que a gente cobra ao governo o diálogo porque é um setor que precisa de tempo para se planejar. Não se faz um evento de médio e grande porte com 15 ou 20 dias. A gente precisa de meses para que a coisa se concretize”, explicou.

Com as flexibilizações, Henrique disse que já dá para começar a programar atividades voltadas para o verão e e Folia de Rua no próximo ano.

Com Mais PB

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1