São João do Cariri zera números de casos da Covid-19 e Festa da Padroeira não gerou contaminação

Ao passar 15 dias do encerramento da tradicional Festa da Padroeira Nossa Senhora dos Milagres, em São João do Cariri, não se confirmou a hipótese de proliferação e aumento de casos da Covid-19. O fato foi confirmado após a nossa reportagem entrar em contato com a secretária de Saúde, Elian Antonino, que revelou os dados epidemiológicos do município desta terça-feira (28), onde desde o último dia 24 deste mês, o município voltou a zerar os casos ativos de contaminação pela doença que segue até a data de hoje.

O fato gerou contentamento nas autoridades religiosas e civis da cidade, especialmente pelas especulações geradas após o Santuário realizar a tradicional procissão de encerramento da festa. Mesmo com a grande festa religiosa, São João do Cariri não registrou aumento de contaminações.

Após o encerramento da festa, internautas contestaram nas redes sociais a decisão da Igreja de realizar a procissão de encerramento, reunindo uma grande aglomeração de fiéis. Fotos e vídeos viralizaram na internet demostrando a tamanha devoção, mas com uma certa preocupação dos órgãos sanitários, pois estavam sendo registrados na época, alguns casos da variante Delta no estado.

Ouvido pela reportagem do portal De Olho no Cariri, o Reitor do Santuário Nossa Senhora dos Milagres, Pe. Assis Meira, não escondeu sua alegria com o resultado do boletim 15 dias após a festa e atribuiu o fato aos cuidados tomados por todos: fiéis, organização da festa e a Secretaria de Saúde do município.

“Fizemos uma festa bonita, organizada e respeitando os limites sanitários. Sabíamos que não estávamos promovendo aventuras e colocando a vida do nosso povo em risco. Mas o resultado do boletim só confirma que realizamos a coisa certa”, finalizou o sacerdote.

De Olho no Cariri

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1