Mais de 6 mil pessoas faltam ao concurso da Fundação PB Saúde

Aconteceram neste domingo (12) as provas do Concurso da Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde). Dos 23.267 candidatos inscritos, 16.954 compareceram. Os concorrentes foram distribuídos em 33 instituições em toda capital paraibana e realizaram as provas nos turnos da manhã, para os cargos de níveis básico, médio e técnico; e pela tarde, para os cargos de nível superior. O certame prevê a contratação imediata de 326 profissionais e mais 4.075 em cadastro de reserva nas áreas administrativas e assistenciais em 74 categorias.

O concurso e todas as suas etapas estão sendo organizadas pela Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (Vunesp). A Fundação PB Saúde acompanhou a chegada dos candidatos na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde estava concentrada a maioria dos candidatos que se submeteram ao certame neste domingo. Segundo a banca organizadora, dos 13 mil candidatos aguardados para as provas de níveis básico, médio e técnico, 3.732 não compareceram, uma abstenção de 28,71%. Já no período da tarde, 2.581 candidatos faltaram às provas, representando 25,80% do total de inscritos para nível superior. O absenteísmo geral do concurso foi de 27%, o melhor desempenho em tempos de pandemia, de acordo com a organizadora Fundação Vunesp.

O diretor superintendente da PB Saúde, Daniel Beltrammi, visitou alguns locais de provas, observando o andamento das atividades e o cumprimento das medidas preventivas contra o covid-19. “Hoje é um dia histórico para a Paraíba pois estamos selecionando as pessoas que estarão conosco daqui para frente nos cuidados à saúde da população. Através desse concurso, a Secretaria de Estado da Saúde, que representa o SUS paraibano, tem um papel decisivo na construção de um futuro com uma saúde digna e de qualidade para todas as paraibanas e paraibanos”.

O concurso da Fundação PB Saúde reuniu candidatos de vários municípios paraibanos, como o técnico de enfermagem Marcelo Gualberto, da cidade de Malta, que chegou cedo na UFPB, onde se submeteu ao concurso: “Estou feliz com a possibilidade de realizar essa prova e bem confiante no resultado”, afirmou. Delani Cunha, do município de Cacimbas, que também está concorrendo à vaga de técnica de enfermagem, falou sobre a organização do certame: “A prova me surpreendeu positivamente, o concurso foi bastante organizado e aguardo um resultado positivo”.

Daniel Beltrammi comemorou os bons resultados da realização do Concurso. “O Governo do Estado promoveu um concurso que teve seu dia de aplicação com elevados níveis de excelência visando o conforto e a segurança das candidatas e dos candidatos. Desejamos sucesso àqueles que se submeteram às provas neste dia e lembramos que a divulgação do resultado está prevista no período compreendido entre 30 a 45 dias contados a partir de hoje”, acrescentou.

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1