Paraíba registra mais de 500 mil pessoas que não retornaram para tomar 2ª dose contra Covid-19

Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES), com dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), verificou um total de 506.580 paraibanos que não retornaram aos postos de vacinação para receber a segunda dose da vacina contra covid-19 no intervalo oportuno.

O levantamento trouxe ainda detalhes sobre os imunizantes recebidos pelos faltosos na ocasião da primeira dose, indicando que 323.835 pessoas que tomaram a primeira dose da AstraZeneca não retornaram para tomar a segunda. Dentre os que tomaram a primeira dose da CoronaVac, 170.626 pessoas não receberam a segunda dose. Sobre a Pfizer, foram identificados 12.483 faltosos para concluir a imunização contra a Covid-19.

Ainda de acordo com a SES, os dados acendem um alerta. De forma que o Governo da Paraíba, o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público da Paraíba (MPPB) e Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB) vão lançar uma campanha para estimular a procura pela segunda dose.

A ação tem caráter preventivo para evitar uma nova onda de casos de Covid-19. As autoridades indicam que, para isso, o esquema vacinal completo é imprescindível.

A preocupação com o cenário de faltosos se dá em um momento em que a Paraíba já confirmou 125 casos de Covid-19 e sete mortes provocadas pela variante Delta, que é considerada mais transmissiva.

O secretário de Saúde, Geraldo Medeiros, explicou que a imunização incompleta concede uma defesa parcial e não garante potencial máximo de proteção contra o vírus.

“Dos 125 casos confirmados da variante Delta, 11 necessitaram de internação e sete evoluíram para óbito. É importante destacar que, entre as vidas perdidas, quatro indivíduos não estavam vacinados, dois receberam a primeira dose e apenas um estava com o esquema vacinal completo”, afirmou.

G1 PB

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1