Genival se licencia para fortalecer Avante e reforça expulsão de Falcão


O deputado estadual Genival Matias (Avante) entra de licença de 121 dias na Assembleia Legislativa da Paraíba, a partir desta quinta-feira (9), para resolver problemas pessoais e trabalhar para fortalecer o Avante. De acordo com o parlamentar, a sua licença é sem vencimento e no seu lugar assume o médico Américo Cabral.

“Eu vou tirar licença de 121 dias e uma licença sem vencimento para tratar de assuntos pessoais e fortalecer o partido em número de diretórios. Em termo de pré-candidatos e de deputado estadual e federal. Então tirei uma licença, sem remuneração, nada mais que justo, já que não estarei na Assembleia, não devo receber”, destacou.

Entre as pendengas no Avante, Genival Matias tem que solucionar o impasse com o deputado Inácio Falcão que passa por um processo de expulsão dentro da agremiação partidária.

De acordo com Genival Matias, Falcão está sendo acusado de tomar decisões que vão de encontro a determinações partidárias como apoiar nas eleições municipais lideranças de correntes políticas adversárias ao Avante.

“Inácio Falcão foi de encontro ao partido em alguns municípios. Um exemplo foi em Juazeirinho onde o prefeito, a vice-prefeita e alguns vereadores são do nosso partido. Inácio apoiou o prefeito adversário. Em Sousa, Soledade e diversos municípios ele também tomou posições semelhantes”, pontuou.

Ainda segundo Genival Matias, Inácio Falcão também estaria pendente com as obrigações no partido como o pagamento de contribuição e participação das atividades partidárias.

“Ele nunca participou de reuniões do partido, nem da nacional ou estadual. Não pagou suas contribuições. Em três anos de mandatos pagou só pagou 10 meses, não para a estadual, mas para a nacional. São várias coisas que ferem o estatuto do partido”, pontuou.

Para Genival Matias, o Avante está dando amplo direito de defesa a Inácio Falcão para que apresente sua defesa e alegações ao Conselho de Ética do partido.

“Se o deputado Inácio Falcão não cometeu nenhum ato que for de encontro ao estatuto do partido, naturalmente ele permanece. Se o Conselho de Ética der um parecer contrário aí o diretório vai se reunir e para expulsá-lo tem que ter a maioria dos votos. Eu estou aguardando a decisão do Conselho de Ética para saber qual posicionamento deve ser tomado”, afirmou.

 

Com Mais PB

Por: KLEBSON WANDERLEY em 9 de novembro de 2017

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