Quadrilha morta em confronto em Alagoas tinha integrantes da PB, RN e PE

Pelo menos oito integrantes da quadrilha morta em confronto com a polícia em Girau do Ponciano, no Agreste de Alagoas, são de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba. No total, o grupo especializado em assalto a bancos era composto por 11 pessoas. Nove delas morreram após intenso tiroteio no Centro da cidade e duas foram presas. A ação policial batizada de Apocalipse ocorreu nas primeiras no início da manhã da segunda-feira (2).

De acordo com o delegado Caio Rodrigues, da seção especial de Roubo a Bancos da Polícia Civil, os suspeitos são das cidades de Natal (RN), Campina Grande na Paraíba e das cidades pernambucanas de Ribeirão, Recife e Bezerros.

Segundo a Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), o grupo era investigado desde fevereiro de 2019 quando tinha atacado duas agências bancárias em Porto Calvo, na Região Norte de Alagoas, momento em que também disparou contra viatura e o prédio policial da cidade.

Desde aquele mês, os homens eram monitorados mas a investigação policial ainda não tinha identificado quem fazia parte da quadrilha. Segundo a Deic, a Polícia Civil conseguiu detectar que os assaltantes iriam realizar novos ataques, desta vez, a três agências bancárias de Girau do Ponciano e ao Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Girau.

A ação foi abortada porque a Polícia Civil, com apoio do Bope, chegou minutos antes do assalto e conseguiu capturar os suspeitos. Houve troca de tiros e nove homens foram socorridos a hospitais locais com ferimentos graves, mas morreram. Na ocasião, duas pessoas teriam se rendido e foram presas.

O delegado Caio Rodrigues explicou que foram encontrados explosivos pesados com a quadrilha, que até então não haviam sido utilizados em ataques a bancos em Alagoas. Cada explosivo, segundo a polícia, pesa 5kg. No total, cerca de 35 kg de explosivos foram apreendidos. Foram recolhidos ainda cinco veículos utilizados na ação do grupo criminoso. Os carros teriam sido roubados. Além desses materiais, também foram apreendidos revólveres, pistolas e fuzis, cujas armas são consideradas de longo poder de alcance.

Os suspeitos mortos em confronto foram identificados até o momento como:

  • Thalyson Jeyns de Moura Severiano, 28 anos, natural de Natal, no Rio Grande do Norte
  • Raphael Oliveira Silva, 35 anos, natural de Campina Grande, na Paraíba
  • Bruno Santiago, 33 anos, natural de Ribeirão, em Pernambuco
  • João Paulo da Silva, 45 anos, natural de Bezerros, em Pernambuco
  • José Humberto Brasileiro, 43 anos, natural do Recife, em Pernambuco
  • Silvio Ricardo Queiroz dos Santos, 35 anos, natural de Ribeirão, em Pernambuco

Os suspeitos presos são:

  • Diego Pinto Vieira, 36 anos, natural do Recife
  • Rafael Maia Lins Sales, 33 anos, natural do Recife

A Polícia Civil ressalta que o processo de identificação dos envolvidos ainda continua porque é comum que quadrilhas de roubo a bancos utilizem documentos falsos.

Com OP9

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil