Padrasto é preso suspeito de arremessar e matar criança de 1 ano

Imagem: Google Street View

O padrasto de um menino de um ano e quatro meses foi preso nesta sexta-feira (10) suspeito de causar a morte da criança por espancamento. As agressões teriam acontecido no domingo (4) em um sítio da Zona Rural do município de Queimadas, Agreste paraibano, a 145 quilômetros de João Pessoa e o menino morreu após ser socorrido para um hospital de Queimadas.

O delegado que investiga o caso, Cristiano Santana, contou que, inicialmente, a mãe do menino deu duas versões para justificar a morte da criança.

“Primeiro, ela nos contou que o menino teria se engasgado e, por isso, passado mal e morrido. Depois, ela disse que um animal teria atingido o menino na barriga, ocasionando uma forte pancada. Mas, as duas versões não se sustentaram a partir de exames cadavéricos”, disse o delegado.

Confrontada com os exames, a mãe da criança finalmente contou à polícia que o padrasto do menino o teria agredido.

“Com as informações preliminares dos exames, que apontavam agressões físicas, a mãe resolveu contar a verdade. Ela disse que estava em casa com o menino e o padrasto quando a criança começou a chorar. Ela foi consolar o filho, mas o padrasto não permitiu e houve discussão. Quando ela foi novamente pegar o filho, o padrasto tomou à frente e arremessou o menino ao chão, dando um chute na barriga. Em seguida, o garoto vomitou sem parar e foi levado ao hospital, mas não resistiu”, contou o delegado.

Após o depoimento da mãe, a polícia iniciou buscas e prendeu o padrasto, que nega o crime e segue detido na carceragem da Central de Polícia Civil. Ainda segundo o delegado, a mãe da criança também pode ser indiciada.

“Iremos analisar a responsabilidade da mãe em uma possível omissão no auxílio ao filho e emitir informações falsas À polícia. O laudo para afirmar a causa da morte deve ser publicado na semana que vem”, finalizou o delegado.

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cogita a possibilidade de proibir propaganda eleitoral em grupos de WhatsApp com mais de 200 mil seguidores nas 48h antes e 24h depois da eleição.

A proposta é de autoria do vice-presidente da Corte, André Mendonça. Em nota, o ministro informou que houve “consenso entre todos os ministros sobre a necessidade de tratar do assunto”.

Segundo Mendonça, o tema foi discutido em duas reuniões, na última sexta-feira, 16, a na última terça-feira, 20.

“Nessas reuniões, houve consenso entre todos os ministros sobre a necessidade de tratar do assunto. Por decisão conjunta, ficou a cargo do Ministro André Mendonça elaborar o texto, que seria submetido à avaliação e à deliberação de todos”, diz a nota.

A nota também afirma que cabe ao vice-presidente do Tribunal redigir os atos normativos que serão julgados pelo plenário.

“Era natural, portanto, que essa tarefa coubesse ao Ministro André Mendonça. A minuta não é uma iniciativa individual. A necessidade de sua elaboração parte de um entendimento construído em conjunto, o texto ainda está em discussão interna, e qualquer versão final depende de deliberação colegiada do Tribunal”.

A minuta diz que “o período compreendido entre as 48 horas antes e as 24 horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

O texto também considera o “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos” e o dever de cuidado das plataformas para evitar “a circulação de desinformação”.

O deputado André Janones (Rede-MG), administrador do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, informou que seus advogados “estão tomando as providências cabíveis”. O canal tem cerca de 7,1 milhões de seguidores.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também já estuda questionar a proposta, caso ela seja aprovada.

Uma pessoa ligada à campanha avaliou, sob reserva, que a iniciativa é “gravíssima” por tolher manifestações populares legítimas. “Isso é um precedente jamais visto. Todos sabem que até 23h59 do sábado é liberado pedir voto, faz parte da campanha”, afirmou.

A nota de Mendonça diz que os “critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Com Paraíba Online