Jogo virtual educativo de alunos da UFPB aborda violência contra a mulher

Estande do LabTEVE no Expotec 2017 (Foto: Diogo Almeida/G1)

Um projeto em desenvolvimento por estudantes da graduação e pós-graduação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) utiliza a plataforma virtual para capacitar professores e profissionais da educação sobre como identificar, abordar e lidar com a violência contra a mulher dentro das escolas. Inspirado num projeto semelhante aplicado com profissionais de postos de saúde de João Pessoa, a plataforma foi apresentada na edição 2017 da Expotec, realizada até esta sexta-feira (11) no Centro de Convenções de João Pessoa.

De acordo com o estudante de engenharia em computação Davi Campos Gomes, o jogo está sendo construído no Laboratório de Tecnologias para o Ensino Virtual e Estatística (LabTEVE), por meio de uma equipe multidisciplinar que envolve alunos das áreas de informática, psicologia, serviço social e enfermagem.

“O jogo consiste em um serious game, que visa mostrar um conteúdo educacional para os jogadores. Nessa modalidade, não há um vencedor ou um perdedor no jogo, e sim um aprendizado constante por meio da interação com os personagens e com os diálogos”, explica Davi, que faz parte da equipe do LabTEVE.

A plataforma do novo jogo, que ainda não tem nome definido, está sendo feita com base no serious game Caixa de Pandora, desenvolvido pela então estudante de doutorado e atual professora de enfermagem Luana Rodrigues. Em Caixa de Pandora, o jogador conhece a vida de Marta, uma mulher que está em situação de violência doméstica e precisa recorrer aos serviços públicos de saúde.

“Fizemos um levantamento da realidade dos profissionais das Unidades Básicas de Saúde da Família de João Pessoa. O jogo foi validado com os profissionais e houve essa mudança de conceito por parte destas pessoas, que conseguiram identificar na personagem muitas das pacientes que encontram na vida real”, diz Luana.

O aprendizado por meio do jogo, que está disponível para download gratuito no site do LabTEVE, se dá na base cognitiva e afetiva, em que o jogador precisa passar por três fases, que representam as etapas da vida de Marta, e à cada fase, fica mais próximo de abrir a caixa de pandora. “Abrir a caixa significa compreender a questão da violência contra a mulher enquanto um problema social que impacta na vida e na saúde das mulheres que a sofrem”, explica a descrição do jogo.

Segundo Luana, o novo jogo está sendo desenvolvido como o projeto de mestrado de uma estudante e adapta a ideia de Caixa de Pandora para o ambiente escolar. “Da mesma forma que foi com os profissionais de saúde, queremos entender como os professores e profissionais da educação estão lidando com essas situações. Usando a estratégia do jogo anterior, queremos levar esse novo projeto primeiro para os professores, para então chegar nos estudantes”, completa.

Com G1 PB

Por: KLEBSON WANDERLEY em 12 de agosto de 2017

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