Fiéis católicos velam corpo de Dom Marcelo, em Guarabira

Após chegar à Paraíba no final da noite de domingo (26), o corpo de Dom Marcelo Carvalheira, arcebispo Emérito da Paraíba, começou a ser velado em Guarabira, no Agreste paraibano, por volta das 23h do domingo. No início da manhã desta segunda-feira (27), na Catedral Nossa Senhora da Luz, foi celebrada uma missa de corpo presente para encerrar o velório. A previsão é de que o corpo chegue a João Pessoa por volta das 9h30 deste segunda, para mais um velório, desta vez na Catedral Basílica Nossa Senhora das Neves.

Dom Marcelo morreu na noite de sábado (25) aos 88 anos no Recife, onde morava há mais de 10 anos. A causa da morte não foi informada, mas, de acordo com Arquidiocese da Paraíba, dom Marcelo Carvalheira estava com a saúde debilitada, muito por conta da idade avançada. Ele morreu a caminho do hospital.

Antes de chegar à Paraíba, o corpo de dom Marcelo Carvalheira foi velado no domingo (26) na Catedral da Sé, em Olinda, Pernambuco. O enterro deve acontecer por volta das 16h, na  Basílica de Nossa Senhora das Neves.

O vigário geral da Arquidiocese da Paraíba, monsenhor Virgílio Bezerra de Almeida, lamentou a morte do arcebispo emérito. “Agora, no dia da Anunciação, do Martírio de Dom Oscar Romero, Dom Marcelo faz sua Páscoa e no céu vai encontrar Dom Helder, Pe. Ibiapina e muita gente do povo de Deus”, afirmou.

Biografia

Dom Marcelo Pinto Carvalheira nasceu no dia 1º de maio de 1928 no Recife. Arquidiocesano de Olinda em 1944. Em 1946 foi para a Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, onde cursou a Filosofia e a Teologia. Foi ordenado padre no dia 28 de fevereiro de 1953, em Roma. Dom Marcelo foi um dos mais importantes colaboradores de Dom Hélder Câmara. Durante o Regime Militar no Brasil, defendeu os líderes católicos perseguidos, sendo ele mesmo preso e torturado.

No dia 29 de outubro de 1975, o jovem padre Marcelo Pinto Carvalheira foi nomeado pelo Papa Paulo VI o Bispo Auxiliar da Arquidiocese da Paraíba, ficando sob sua responsabilidade a organização de uma nova Diocese no Brejo paraibano. Ele foi ordenado bispo no dia 27 de dezembro de 1975, pelas mãos de Dom Helder Câmara, Dom Aloísio Lorscheider e Dom José Maria Pires.

Dom Marcelo foi nomeado 5º Arcebispo Metropolitano da Paraíba após renúncia de Dom José Maria Pires. Dom Marcelo tomou posse em janeiro de 1995 e solicitou da Sé Apostólica a concessão do título de Basílica Menor à Catedral Metropolitana de Nossa Senhora das Neves. Em 1997, após reforma do templo, o título é concedido pelo Papa João Paulo II.

Entre 1998 e 2004, Dom Marcelo Carvalheira foi vice-Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ao atingir a idade limite para o governo diocesano, Dom Marcelo solicitou sua renúncia e deixou a Arquidiocese da Paraíba no dia 5 de maio de 2004. No mesmo dia, Dom Aldo di Cillo Pagotto, então Bispo de Sobral (CE), para assumou a Arquidiocese da Paraíba. Após a renúncia, Dom Marcelo passou a morar no Mosteiro de São Bento, em Olinda, e posteriormente se mudou para o Recife.

Com G1 PB

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1