Cidades do Cariri são incluídas no mais novo mapa turístico da Paraíba; CONFIRA QUAIS SÃO

A Secretaria de Turismo da Paraíba concluiu o novo Mapa Turístico, com 68 municípios. A ferramenta de mapeamento dos municípios, enviada ao Ministério do Turismo, permite direcionamento mais eficaz das políticas do setor.

“São 68 municípios que resolveram integrar o mapa. Porque não é somente a gente, é o Estado, os municípios e o governo federal. Para atualizar o mapa, o Ministério estabeleceu novos critérios, por exemplo, o municípios teria que ter recursos destinados para o Turismo, uma secretaria de turismo, um conselho de turismo, então não fomos nós que excluímos, os municípios que não preencheram os critérios do Ministério, ficou de fora”, explicou Ivan Buriry, secretário executivo do Turismo da Paraíba.

O mapa foi oficializado junto ao Ministério do Turismo. Para integrarem o mapa, os municípios precisavam atender aos requisitos do Ministério do Turismo e o Estado fez a ponte para inseri-los no mapa. “Nós acabamos de concluir esse mapa, e a partir desse mapa nós vamos começar a desenvolver essas estratégias visando consolidar produtos dentro dessas temáticas da aventura, da história, temos a rota histórica, nós temos aqui desde as Várzeas do Paraíba até a Fazenda Acauã lá em Sousa, toda uma história de ocupação, de colonização, a Coluna Prestes passou aqui, Lampião passou por aqui, falta lincar”, explicou Ivan Burity.

A elaboração do mapa do turismo é a primeira etapa, disse o secretário, e a segunda etapa será o desenvolvimento de projetos para desenvolver os produtos turísticos. “Estamos trabalhando na sistematização disso aí, para a gente ter um produto Paraíba voltado para os paraibanos”, disse o secretário executivo do Turismo. Segundo ele, a estratégia de divulgar a Paraíba deverá ser ancorada nas redes sociais.

“A gente quer convidar os paraibanos, no nosso povo para conhecer o nosso Estado. Você chega em Boqueirão e tem as crocheteiras de Marinho, um lugar belíssimo, em cima de um lajedo, que tem um artesanato fortíssimo, uma culinária, então se a gente agrega isso a um outro roteiro, que tenha hospedagem, que faça um circuito integrado com esse atrativo, a gente passa a ter um produto”, contou.

Na região do Cariri da Paraíba, as cidades de Cabaceiras e Boqueirão já pertenciam ao mapa turístico do estado, agora com a oficialização do mais novo mapa divulgado pela Secretaria de Turismo da Paraíba, as cidades de Monteiro, Gurjão, Taperoá e Caraúbas foram inseridas nas novas rotas turísticas do Estado paraibano.

Entre as ações de proteção ao turismo, o Governo do Estado pretende organizar a APA do Cariri, que está sem conselho gestor e não tem plano de manejo ainda. Já o Parque da Pedra da Boca já tem o conselho gestor implantado, mas ainda falta tomar posse.

O mapa – O Mapa do Turismo Brasileiro é um instrumento de orientação para a atuação do Ministério do Turismo no desenvolvimento de políticas públicas, tendo como foco a gestão, estruturação e promoção do turismo, de forma regionalizada e descentralizada. Sua construção é feita em conjunto com os órgãos oficiais de Turismo dos estados brasileiros.

A atualização periódica do Mapa faz parte de uma estratégia do Plano Brasil + Turismo, para fortalecer o setor de viagens no país. A partir de 2017 o Mapa passou a ser atualizado a cada dois anos. Sua construção é feita em conjunto com os interlocutores estaduais que representam o MTUR e órgãos oficiais de Turismo dos estados brasileiros e instâncias de governança regional.

Em 2017, 101 cidades da Paraíba integravam o mapa do turismo no estado, 59 municípios a mais do que em 2016.

De Olho no Cariri

Informações Click PB

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A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) sobre crise que atinge a Corte terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo Supremo das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.

Presidente do STF e relator da sessão desta terça, Edson Fachin votou para manter a separação dos casos após uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. Fachin foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises sejam conjuntas. O ministro Flávio Dino, que havia votado com essa corrente, mudou o voto para um pedido de vista, o que suspendeu o julgamento.

Fachin foi o primeiro a votar

Na tarde desta terça, após a retomada do julgamento iniciado na manhã, o presidente do STF se posicionou contra uma questão de ordem, um questionamento, apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu o julgamento conjunto dos relatórios com informações da Polícia Federal sobre os dois ministros.

Fachin também foi contra a redistribuição do relatório sobre Alexandre de Moraes, que puxou para o seu gabinete. Gilmar defendia que houvesse um sorteio para a definição de um novo relator, alegando que é isto que está previsto no Regimento Interno da Corte.

“Quero, desde logo, me manifestar no sentido de manter não apenas a separação entre os julgamentos. Portanto, voto no sentido de prosseguir o julgamento de hoje, bem como, de não levar a efeito o apensamento [reunião] dos feitos mencionados e, por via de consequência, fica prejudicada a redistribuição na forma regimental”, disse Fachin.

André Mendonça vota para julgar seu caso e o de Moraes separadamente

O ministro André Mendonça acompanhou o voto de Fachin.

“Entendo não haver as mesmas bases fáticas. O que há, em relação a mim, é um suposto relatório de inteligência, um relatório ilegal, com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros do STF e de outras autoridades, em uma atividade própria de uma PF paralela. Documento ilegal, que o próprio documento fala que é sem valor probatório. São questões fáticas e jurídicas totalmente distintas”, disse Mendonça.

Fux e Cármen Lúcia também acompanharam Fachin e Mendonça.

Dino abriu divergência

Fachin foi o primeiro a votar sobre a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, contra a proposta de Gilmar.

Na sequência, ministro Flávio Dino abriu divergência e votou pela conexão dos dois casos, acompanhando o entendimento de Gilmar Mendes.

“Presidente, me parece que o encaminhamento é de respeitar a conexão, que nos trouxe até aqui. E por isso eu considero que o encaminhamento contido na questão de ordem do ministro Gilmar é aquela que preserva melhor o nosso papel de provedores de justiça e de segurança jurídica”, disse Dino.

O ministro Cristiano Zanin acompanhou Dino na divergência, votando a favor da questão de ordem de Gilmar.

“Para não ser repetitivo, eu vou adiantar, pedindo vênia a Vossa Excelência, que eu estou acompanhando o eminente ministro Gilmar Mendes na questão de ordem trazida e faço apenas algumas anotações complementares”, disse Zanin.

Na sequência, Zanin disse que, na avaliação dele, o ministro André Mendonça não deveria votar na análise do relatório das mensagens de Vorcaro a Alexandre de Moraes.

Posteriormente, Moraes se posicionou pela análise conjunta da sua situação com a do ministro André Mendonça.

“Nós estamos com um risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual, julgando as mesmas coisas, só que com o sinal invertido, os mesmos fundamentos, cada qual de um lado, com sinal invertido hoje [caso Moraes] e na próxima quarta-feira [sobre Mendonça]. Então presidente com essas com essas considerações, pedindo todas as vênias a Vossa Excelência, acompanho a questão de ordem do ministro Gilmar”, disse Moraes.

Ocorre que, posteriormente, após um bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça, Flávio Dino mudou sua posição, dizendo que estava passando a pedir vista.

Com isso, o placar ficou 4 a 3 para manter separadas as questões dos dois ministros.

Entenda a crise no STF

‘Não há pedido para abrir uma investigação criminal’, diz Moraes

A crise se intensificou após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre as investigações do Banco Master.

Um dos documentos apontou 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de encontros presenciais entre os dois e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

A divulgação dos documentos provocou um confronto entre Moraes e André Mendonça, relator das investigações do caso Master.

Moraes acusou o colega de fazer uma liberação “seletiva” dos autos e de omitir documentos. Mendonça negou e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros.

A disputa também envolveu o acesso às provas extraídas do celular de Vorcaro. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral ao material.

Após determinação de Zanin, a PF confirmou, na segunda-feira (14), ter entregue cópias do acervo digital aos três gabinetes. A PGR também se manifestou a favor da ampliação do acesso aos documentos.

Diante do conflito, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu separar os processos. O caso que envolve as mensagens entre Vorcaro e Moraes será analisado pelo Plenário nesta terça-feira (15).

Já as acusações de Moraes contra Mendonça ficaram para 23 de setembro.

Com Portal G1