A “mea culpa” de Renan Calheiros « de olho no cariri

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22 de maio de 2015

A “mea culpa” de Renan Calheiros



Por Simorion matos

Para ganhar a eleição e garantir a permanência no poder, o PT e o PMDB enganaram o povo brasileiro durante a campanha presidencial. Quem garante isto é o presidente do Senado Federal.

Ao encerrar o encontro com governadores para debater o Pacto Federativo e o ajuste fiscal na última quarta-feira, Renan Calheiros (PMDB-AL), voltou a fazer críticas ao governo que ajudou a reeleger e à presidente Dilma Rousseff. Renan afirmou que o Brasil de 2014 “era apenas para a campanha eleitoral”. Segundo Renan, o Brasil vive hoje “uma dura realidade”, bem diferente.

VALORIZAÇÃO DOS ARTISTAS DA REGIÃO

Na programação do São João de Monteiro 2015 a prefeita Edna Henrique está valorizando bastante os artistas da região.

Além das atrações principais: Dejinha de Monteiro, Vicente Nery e Cheiro de Menina, Limão com Mel, Gatinha Manhosa, Magníficos e Aviões do Forró, passarão pelo palco principal muitos valores regionais.

Antes dos shows haverá diariamente o aquecimento com os grupos de forró pé de serra.

GOVERNO RECUA NO SENADO

A presidenta Dilma já não demonstra muita segurança de apoio no parlamento, para aprovação das suas propostas antipopulares que prejudicam os trabalhadores.

Com o risco de uma derrota, o governo precisou pedir que o Senado adiasse a votação da Medida Provisória que endurece as regras para o pagamento do seguro-desemprego e do abono salarial. Seria a primeira medida do ajuste fiscal analisada pelo Senado este ano. A votação ficou para a próxima terça-feira e a expectativa é que até lá o governo negocie com senadores para conseguir uma maioria segura para a votação.

A MP exige a comprovação de um ano de trabalho em um período de 18 meses para ter acesso ao seguro-desemprego pela primeira vez. Na legislação anterior, era necessário apenas comprovar seis meses para receber o auxílio.

CAJÓ NO PÁREO

Embora não tenha feito ainda qualquer anúncio público, o vice-prefeito Cajó Menezes (PPS) vem sendo apontado como provável candidato à sucessão da prefeita Edna Henrique.

Participando ativamente da administração municipal, o vice praticamente dá expediente no gabinete da prefeita e marca presença em todos os eventos.

Produtor rural, Cajó integra uma tradicional família política monteirense. É neto do ex-prefeito Alcindo Bezerra de Menezes, filho do ex-prefeito Jorge Rafael de Menezes e irmão do ex-vice-prefeito e atual Secretário de Comunicação, Fred Menezes.

UMAS & OUTRAS

O debate entre Antônio de Sousa Nunes e Flávio José
Em 1992, na campanha para prefeito de Monteiro, o grande embate era entre o experiente Antônio de Sousa Nunes (Toinho Albino) e o cantor Flávio José, que estava no auge da sua carreira artística.

Faltavam 3 semanas para a eleição e a disputa parecia muito apertada. Antônio Nunes tinha sido prefeito de 1983 a 1988 e contava com o apoio do então prefeito, Dr. Chico. Flávio José era muito querido como cantor e tinha o apoio da ala jovem do eleitorado.

A Rádio Santa Maria programou um debate para a manhã do domingo, mediado pelo jornalista Ferraz Júnior.

Nas regras do debate foi definido que cada candidato poderia estar acompanhado por um assessor, cujo nome deveria ser informado à direção da rádio com antecedência mínima de 24 horas. O assessor poderia orientar o candidato durante os intervalos, mas não podia se pronunciar enquanto um candidato estivesse falando, nem podia passar informações por escrito.

Toinho Albino escolheu para assessorá-lo este escrevinhador e a coordenação de campanha de Flávio José comunicou que o seu assessor seria o deputado Nilo Feitosa.

A escolha de Nilo agradou muito a equipe de Antônio Nunes, que conhecia o temperamento forte do deputado, que não aceitava provocações.

Na noite do sábado, véspera do debate, juntaram-se: este escrevinhador, o prefeito Dr. Chico, Nal Nunes e o candidato, seu Toinho. A estratégia definida foi, logo no início do debate, provocar Nilo Feitosa para “tirá-lo do sério”, a fim que ele ficasse perturbado e sem condições de orientar Flávio.

A orientação para Toinho Albino era esquecer Flávio José e meter o pau no seu assessor, o deputado Nilo Feitosa.

Domingo, 9 horas. Auditório superlotado e a rua em frente à emissora, cheia de eleitores empolgados. Um carro de som retransmitia o que a rádio estava transmitindo.

Ferraz Júnior ao centro da mesa. À direita, Antônio Nunes acompanhado do seu assessor. À esquerda, Flávio José assessorado pelo deputado.

Feitas as saudações iniciais, Ferraz faculta a Flávio o espaço para fazer a primeira pergunta:

O cantor indagou:

– Ex-prefeito, quando foi prefeito, o senhor nunca pagou o salário mínimo aos funcionários da Prefeitura. Se for eleito, o senhor vai fazer no segundo mandato, do mesmo jeito?
Os simpatizantes do cantor, vibraram. Criou-se a expectativa da resposta.

Toinho Albino, que havia lavado a garganta logo cedo, com 3 doses de whisky na barraca de Vêva, pegou firme o microfone e “bem orientado”, sapecou:

– Esse deputado Nilo Feitosa nunca fez nada por Monteiro. Só faz prometer, é um deputado lagartixa de coqueiro, foi derrotado por Doutor Chico e na eleição de deputado vai perder novamente, deputado derrotado…

Nilo levantou-se pra responder e foi contido por Ferraz Júnior por várias vezes. Na pergunta seguinte de Flávio, o empolgado Toinho deu outra saraivada no deputado.

Os simpatizantes de Antônio Nunes foram à loucura.
Encabulado, Flávio José colocou a mão no queixo e ficou só ouvindo.

Não se sabe até que ponto houve influência do debate no resultado da eleição, mas Toinho Albino derrotou Flávio José. Por quase 2 mil votos.



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