PSB e PPS se unem buscando retomar caminho da 3ª via « de olho no cariri

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8 de maio de 2015

PSB e PPS se unem buscando retomar caminho da 3ª via



Por Clóvis Gaião

A fusão entre o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Partido Popular Socialista (PPS) tem reflexo direto nas eleições de 2016 e 2018 e não pode passar despercebida.

Em um momento de fragilidade política do governo da presidente Dilma Rousseff e de uma dependência extrema do PMDB, que comanda as duas casas legislativas, eis que renasce nessa fusão uma força política que busca se reposicionar com uma linha mais independente, sem ser levada a reboque pela oposição ostensiva do PSDB. É uma tentativa de reestruturação para o PSB e de sobrevivência para o PPS, que vem encolhendo nos últimos anos, com o objetivo claro de se firmar como 3ª via até 2018.

Essa fusão foi pensada ainda em 2014, pelo então presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, e pelo presidente nacional do PPS, Roberto Freire, que além de pernambucanos, também comungavam de uma visão crítica do governo PT/PMDB e entendiam que o PSDB não representava a verdadeira mudança que o país precisava. Sabiam medir bem o tamanho do desgaste dessas forças políticas que governam o país há mais de 20 anos.

No contexto de 2014, o PSB se apresentou como 3ª via nas eleições presidenciais com a chapa Eduardo Campos/Marina Silva, que representavam grande esperança para os brasileiros. O que era sonho virou pesadelo com a morte inesperada de Eduardo Campos e com o desempenho abaixo do esperado da candidatura de Marina Silva. Desde então, os socialistas vêm tentando se reencontrar num quadro extremamente delicado pra a política e a economia do país.
Uma das estratégias é essa fusão buscando o fortalecimento para se firmar como alternativa a política implementada pelo PT, sem passar necessariamente pelos caciques peemedebistas e tucanos. Sem Campos a tarefa não é fácil, principalmente porque a maior liderança do partido no Nordeste, o governador Ricardo Coutinho, diverge da posição majoritária do partido de fazer oposição a presidente Dilma Rousseff (PT). Mesmo assim, Pelas suas políticas públicas, obras e liderança regional como governador reeleito, Ricardo pode ser uma peça importante no xadrez eleitoral de 2018.

Neste cenário de indefinições passos estão sendo dados para o fortalecimento do novo PSB que passará a figurar como quarta maior força partidária nacional com nove senadores, três governadores, 45 deputados federais, 92 deputados estaduais, 568 prefeitos (sendo quatro de capitais), 5.831 vereadores e 792 mil filiados. Na Paraíba, o reflexo político da fusão é pequeno já que o PPS elegeu apenas três prefeitos em 2012 e nenhum deputado estadual e federal. Enquanto o PSB tem um governador, cinco deputados estaduais e cerca de 40 prefeitos. Por outro lado, coloca novamente juntos dois antigos aliados que romperam politicamente: o governador Ricardo Coutinho e o vice-prefeito de João Pessoa, Nonato Bandeira, que, quando aliados conseguiram vitórias eleitorais importantes como a prefeitura de João Pessoa e o governo do Estado. Esse certamente será o maior obstáculo a ser superado, diante das feridas que ficaram abertas.



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